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25/06/19
Magrão defende o Sport há 14 anos e nunca cometeu infração, garante diretor. Foto: Diego Nigro/Acervo JC Imagem
Magrão defende o Sport há 14 anos e nunca cometeu infração, garante diretor. Foto: Diego Nigro/Acervo JC Imagem

Em processo contra o Sport, ação do goleiro Magrão passa dos R$ 5 milhões

25 / jun
Publicado por Filipe Farias em Notícias às 23:46

Uma ação milionária! Mesmo com segredo de justiça, a reportagem do Jornal do Commercio conseguiu obter informações sobre o processo que o goleiro Magrão está movendo contra o Sport na Justiça do Trabalho. O valor da causa trabalhista do goleiro rubro-negro passa dos R$ 5 milhões. Para ser mais exato: R$ 5.016.853,16. O processo ocorre na 10ª Vara do Trabalho do Recife.

Na petição inicial, que o JC teve acesso de parte dela, o goleiro Magrão pede que “seja reconhecida a rescisão antecipada do CONTRATO ESPECIAL DE TRABALHO DESPORTIVO firmado com o reclamado (Sport) tendo em vista as irregularidades apontadas, o inadimplimento do FGTS e de verbas salariais, além da imagem”. Além disso, que “seja concedida, liminarmente, a Tutela de Urgência assegurando ao reclamante a liberação do vínculo desportivo mantido com o reclamado.

Com relação às dívidas que estão abertas com o goleiro Magrão, a petição inicial aponta salários em aberto de outubro, novembro de 2018 (R$ 41.333,33). Também 25 dias de férias de 2018 (R$ 22.222,21). Além de contratos de imagem de fevereiro (duas parcelas), abril e maio de 2019 ( totalizando os três meses R$ 86.794,81). Valores referentes ao 13º de 2017, no valor de R$ 20.000,00). Gratificações de relacionados aos meses de dezembro de 2017, fevereiro, setembro e outubro de 2018 (totalizando R$ R$ 28.000,00).

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A reportagem do Jornal do Commercio tentou por diversas vezes entrar em contato com o advogado do goleiro Magrão, que tem escritório em São Paulo, mas não obteve sucesso e nem as ligações foram retornadas. As mensagens enviadas pelo aplicativo do Whatsapp foram visualizadas, mas não foram respondidas.

ATITUDE

Há uma semana, a reportagem do Jornal do Commercio já antecipava que Magrão estava cogitando antecipar a sua aposentadoria e não retornar ao clube após o recesso nessa parada da Série B – como aconteceu. Além da questão financeira, o goleiro estava insatisfeito com o banco de reservas. De acordo com informações obtidas pelo JC, prometeram ao camisa 1 que ele retornaria à titularidade no início da Segundona, o que não aconteceu. De quebra, um rodízio nas viagens ainda foi implementado entre os reservas, com Magrão sendo excluído de alguns jogos longe da Ilha do Retiro.

Uma fonte próxima ao goleiro já tinha informado à reportagem que “ele está pensando (na aposentadoria). Não tem nada confirmado ainda”, confirmando que, de fato, o goleiro já estava reflexivo sobre retornar ou não para o Recife. Os próprios funcionários e jogadores já tinha desconfiado da atitude de Magrão ao final do último jogo contra o CRB: “Não foi um: até semana que vem”, disse uma fonte à reportagem do JC, percebendo que aquele adeus de Magrão foi diferente. E foi. Já que ele não apareceu para treinar.

Magrão está com os filhos e a esposa em São Paulo, onde a família do goleiro reside.


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