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01/11/17
Foto: Dayvison Nunes / JC Imagem
Foto: Dayvison Nunes / JC Imagem

A superação, garra e dedicação de Eduardo Mendonça em livro

Publicado por Mirella Martins em Galerias às 7:33

Podemos dizer que há dois Eduardo Mendonça: um antes e outro depois do lançamento do livro O Dito e o Não Dito, terça, no foyeur do JCPM Trade Center. O empresário relatou a sua história de vida, com foco no distúrbio da sua voz. “Nasci com uma fissura na anatomia na boca, o que me provocou a voz anasalada. Só comecei a falar aos 5 anos e aquilo sempre me incomodou. Sofri demais e só descobri o diagnóstico aos 69 anos, em 2012, quando iniciei um tratamento e fui em busca de um sonho: melhorar a qualidade vocal. Aquilo sempre me incomodou e a ideia desta obra é justamente passar minha experiência para ajudar outras pessoas a não sofrerem o que eu passei”. A obra foi escrita por Moema Luna, que transformou em narrativa uma história de garra, vontade e superação. “Quis destacar a personalidade marcante, a tenacidade e a coragem dele”, avisa. 

Por conta da realização do livro, foi fundado o Instituto Eduardo Mendonça, que, inicialmente, será mantenedor da Casa Sorrir, sob responsabilidade da filha mais velha Danielle Mendonça e uma rede amigos dispostos a colaborar. O espaço – que está em ativa desde maio – , serve de apoio para os familiares e doentes em tratamento de fissuras palatinas e labiais. Segundo Dani, tudo o que for arrecadado com a venda do livro será revertido na instituição. “No início, tive muito orgulho e receio. Orgulho porque ele não pára nunca. Receio porque a gente tinha medo da exposição. Excesso de amor!. Mas ele estava disposto a abrir o jogo sobre sua vida e contar todas as dificuldades, os quais um fissurado passa. Ele se superou com muita dignidade e honra. É um vencedor e quer ajudar outras pessoas com o mesmo problema a não-passar pelo que  passou”, explica. Até agora, foram servidos 4.200 refeições, numa média de 53 pacientes ao mês com expectativa de aumento e consolidação. “Um dos maiores sentimentos é a gratidão. Estamos gratos pelas bênçãos que conquistamos até agora”, registrou na sua fala que ainda contou com exibição de vídeos do Instituto e da Casa Sorrir.  

O irmão, João Carlos Paes Mendonça, prefaciou o livro e destacou o empenho de Eduardo. “Foi um prazer e uma responsabilidade enorme para mim. Tive que avaliar o que foi dito e o que não foi dito- ou seja muita coisa. Foi um prazer enorme. Ele é um exemplo para muita gente pela garra e vontade de fazer. Uma pessoa trabalhadora que teve coragem de abrir o jogo; coragem de não esconder.  Um guerreiro até agora e daqui pra frente, me emocionando demais”, disse.  

Eduardo, emocionadíssimo, fez questão de subir no palco e explicar o que o motivou a escrever a obra, depois de fazer os devidos agradecimentos a família, aos amigos, parceiros e a “diretoria”, confraria formada por Sérgio Paranhos, Marcos Dubeux, Paulo Carneiro e Cornélio Brennand. “Fui vítima de preconceito por conta da minha voz. Arrumava confusão no colégio, sempre pra me defender, sendo uma criança difícil. Nunca recebi apoio pedagógico ou psicológico. O errado era sempre eu. Toda a responsabilidade caia em cima de mim. Enfrentei o problema com a maior serenidade possível. Evitava levá-los para casa e descontei no futebol. Lutava e me protegia. Após o diagnóstico aos 69, iniciei maratona de quatro cirurgias. Três em São Paulo e a última aqui no Recife com o cirurgião plástico Ruy Pereira. Passei um mês sem falar nada por ordens médicas. As dificuldades iam surgindo e eu encarando uma a uma. Todos os sacrifícios valeram a pena. Meu maior desejo, agora, é dar informações e ajudar a outras famílias. Se diagnosticado a tempo, pode, inclusive, não ter sequela nenhuma”, explicou no seu discurso. 

 

 

 



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