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Recomendação é consultar o médico e realizar o teste ergométrico e solicitar um parecer cardiológico antes de iniciar as atividades físicas (Foto ilustrativa: Pixabay)
Recomendação é consultar o médico e realizar o teste ergométrico e solicitar um parecer cardiológico antes de iniciar as atividades físicas (Foto ilustrativa: Pixabay)

Antes de iniciar rotina de treinos na academia, consulte um médico

20 / mar
Publicado por Malu Silveira em Bem-estar - 20/03/2017 às 11:45

Não dar trela para o sedentarismo, um aliado na corrida pelo emagrecimento, para auxiliar a manter as taxas sob controle ou apenas uma maneira de liberar endorfina. São inúmeros os motivos que levam as pessoas a se matricularem nas academias. O problema é que, pelo fácil acesso, muitos iniciam os exercícios sem procurar o aval médico. Os especialistas alertam: a falta de acompanhamento médico pode causar danos à saúde do paciente.

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A recomendação é consultar o médico e realizar o teste ergométrico antes de iniciar a rotina de atividades físicas. “Quando o aluno apresenta dois ou mais fatores de risco, é exigido o parecer cardiológico, que inclui o teste ergométrico. Isso ocorre, por exemplo, em casos de homens com mais de 55 anos que são hipertensos”, ressalta a coordenadora física da Oka Gym, Amanda Rodrigues.

Além dos hipertensos e dos homens com mais de 55 anos, mulheres com mais de 45 anos, pessoas acima do peso, sedentários e fumantes devem ficar atentos. Homens e mulheres que reúnam duas ou mais dessas características precisam da aprovação do cardiologista (parecer cardiológico, com realização de teste ergométrico) para iniciar com segurança a atividade física. “Essa avaliação médica é importante, pois dá informações a respeito das zonas em que o preparador físico poderá trabalhar o aluno, permitindo adequar o exercício à capacidade dele”, pontua Amanda.

Outro caso em que é exigido o parecer cardiológico antes de iniciar a atividade é o de pacientes que já tenham uma doença preestabelecida, como os cardiopatas. “Um aluno cardiopata, com histórico de cirurgia, tem sérias limitações, e não poderá treinar em qualquer intensidade. No teste, o médico o leva até o máximo de intensidade que ele suporta e, a partir daí, indica a frequência cardíaca que eu poderei trabalhar com ele. Por exemplo: se o medico foi até 140 batimentos num idoso de 60 anos e ele não apresentou nenhuma arritmia, saberei que a zona de segurança dele vai até este batimento”, explica a coordenadora física.

Há ainda outro caso em que a autorização médica é necessária antes de iniciar o treinamento na academia. É quando o aluno, mesmo não apresentando nenhum fator de risco, relata desconforto quando faz exercícios. “Quando ele sente dor no peito ou desmaia ao fazer exercícios, deve-se considerar que ele apresenta risco alto e exigir o teste”, completa Amanda.

Nos casos em que o aluno não apresenta nenhum fator de risco ou possui apenas um, no máximo, a indicação de parecer cardiológico é dada como sugestão. “O ideal seria que todos fizessem uma consulta cardiológica antes de iniciar uma atividade física. Isso ajudaria muito para que os educadores físicos prescrevessem o treino com base em informações mais seguras. Mas sabemos que isso pode ser um empecilho para que o aluno comece a se exercitar. Muita gente tem dificuldade de buscar uma academia, organizar horário de treino e sair do sedentarismo e exigir isso comprometeria o envolvimento”, argumenta a educadora física.

Vale lembrar que toda solicitação de exame é prescrita exclusivamente por um médico.


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