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21/04/21
Heineken patrocina a Champions League. Foto: Divulgação
Heineken patrocina a Champions League. Foto: Divulgação

Heineken ironiza Superliga Europeia: ‘não beba e comece uma liga’

21 / abr
Publicado por Blog do Torcedor em Futebol Internacional às 14:37

Patrocinadora da Champions League desde 1994, a Heineken não perdeu a oportunidade de ironizar a tentativa frustrada de Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, e seus colegas dos gigantes europeus de criar a Superliga Europeia. Nas redes sociais, a cervejaria escreveu: “Não beba e comece uma liga. #MelhorJuntos”.

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A postagem contou também com os dizeres: “Aproveite uma Heineken com responsabilidade”. Nos comentários, torcedores se manifestaram celebrando a ironia. Um deles digitou: “Gênios”. Outro escreveu: “Depois de beber Carlsber, eles criaram a liga”, referência à empresa de cervejas concorrente e que patrocinou por anos times como o Liverpool.

No final de 2019, a Heineken assinou um contrato para estender o patrocínio até 2024, pelo menos, continuando uma parceria que dura mais de 26 anos. Em 2020, a Uefa fechou acordos com oito companhias que garantiram à Champions League um total de € 370 milhões, segundo a KPMG. São elas a Gazprom, o Santander, a Sony, a PepsiCo, a Nissan, a Expedia, a Mastercard, além da Heineken.

Em seu portfólio, a Heineken patrocina também a Copa Mundial de Rugby, a Fórmula 1 e a Fórmula E, além da Liga dos Campeões de Rugby. Com a renovação do contrato no ano retrasado, a marca aumentou a sua presença no mercado de patrocínio de esportes, com um valor estimado em £ 92,97 milhões, com base em dados divulgados em outubro de 2018.

Superliga Europeia

Com protestos espalhados pela Europa, a Superliga não durou nem 48 horas desde a sua oficialização. Até o momento, 9 clubes dos 12 iniciais já se retiraram da empreitada, sobrando por ora Barcelona, Real Madrid e Juventus. A criação da Superliga se deu pela insatisfação de 12 clubes com a Uefa (União das Associações Europeias de Futebol). O objetivo seria fugir dos 25% das receitas da Champions League que são retidos pela Uefa e, supostamente, ter mais dinheiro voltado para os próprios clubes.

Nessa terça-feira, equipes inglesas e líderes da nova organização planejaram uma ruptura do processo que prometia revolucionar o futebol no continente e que poderia dar fim à Champions. A principal queixa dos torcedores era o caráter elitista da liga, que previa abono de rebaixamento aos criadores, entre outras ideias “contra as leis do futebol”.

Inicialmente, os participantes da nova Liga seriam Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham, pelo Big Six inglês. Na Espanha, Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid se colocaram na cúpula. Pela Itália, Inter de Milão, Juventus e Milan concluíram o grupo.

O molde do torneio giraria em torno de 20 clubes, dentre os quais 15 são os fundadores. As partidas ocorreriam nos meios de semana e as equipes seguiriam participando de seus campeonatos nacionais, conforme o calendário tradicional. Em um modelo parecido com o da NBA, os grupos seriam divididos em dois, cada um com 10 integrantes, dentre os quais três avançariam diretamente às quartas de final.


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