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18/04/21
Adethson realiza seus relatórios por hobby Foto: Acervo Pessoal
Adethson realiza seus relatórios por hobby Foto: Acervo Pessoal

Um pernambucano, os números e a paixão pelo futebol

18 / abr
Publicado por Lucas Holanda em Sem categoria às 12:02

Uma paixão pelo futebol traduzida em números. É assim que dá para definir a relação do pernambucano e administrador Adethson Leite, de 46 anos, com o esporte. Mesmo sem trabalhar diretamente com o futebol, ele faz um brilhante trabalho com estatísticas. Isso porque o apaixonado realiza um relatório semanal de todos os campeonatos estaduais em atividade no Brasil, além da Copa do Nordeste. A cada semana vai atualizando todas as estatísticas possíveis e imagináveis dos torneios. E com dados bem detalhados.

Artilheiros, gols marcados e sofridos por cada time, quem é o melhor e o pior mandante, aproveitamento, classificação… enfim, todos os principais pontos estatísticos que interessam ao torcedor estão presentes nos relatórios semanais de Adethson Leite. Documentos que servem tanto para o torcedor, como também para jornalistas e quem acompanha o futebol mais de perto. A relação do pernambucano com o futebol, aliás, começou em 1982, durante a Copa do Mundo daquele ano.

Na época, com sete anos, ficou encantado com a Seleção Brasileira de Telê Santana, que foi eliminada nas quartas de final pela Itália, ao ser derrotada por 3×2 – jogava pelo empate – e com três gols do atacante Paolo Rossi. “Fiquei incrédulo com a Batalha do Sarriá e com muita raiva do Paolo Rossi, que insistia em nos impor a derrota, que de fato ocorreu. Fiquei sempre aguardando um outro final ou oportunidade de ver aquela equipe ser campeã”, afirmou.

O COMEÇO DOS RELATÓRIOS 

Adethson diz que acompanha o futebol brasileiro desde 1986. E outra revelação que ele faz é que percebia que havia pouco registro sobre os números do futebol. E aí que a semente foi criada, sendo amadurecida pela Revista Placar e pelo grande engenheiro e pesquisador do futebol pernambucano Carlos Celso Cordeiro, que nos deixou em 2016, quando tinha 72 anos. “Posso dizer que os guias da Revista Placar me influenciaram bastante. Muitas vezes porém eu sentia falta de levantamentos estatísticos com a visão local. Em Pernambuco, nenhuma obra me inspirou mais do que o trabalho de Carlos Celso Cordeiro”, disse.

Página das estatísticas gerais de um dos relatórios do Campeonato Pernambucano. Foto: Reprodução

Sem precisar exatamente quando começou a fazer esses relatórios, Adethson comentou sobre o processo de levantamento de dados e, claro, da atualização semanal. No momento, o pernambucano resolveu expandir sua produção para dez campeonatos estaduais: Pernambucano, Baiano, Cearense, Paulista, Carioca, Mineiro, Gaúcho, Catarinense, Paranaense e Goiano, além da Copa do Nordeste. Cada relatório conta com páginas que têm estatísticas gerais do torneio, além de outras folhas reservadas para os números detalhados dos clubes.

“Por mais que já tenhamos alguns recursos mais avançados como PowerBi, sempre construí minhas bases no Excel, pela praticidade de mudar cenários e tratar os quadros, além das inúmeras possibilidades de cálculo e fórmulas que a ferramenta oferece. Comecei então a criar planilhas com cálculos mais sofisticados e criar bancos de dados exclusivos de series de resultados e levantamentos que pouca gente tinha acesso nas muitos gostariam de saber. E criei uma estrutura de captura de dados baseados em súmulas de modo a ganhar bastante tempo no tratamento da informação”, relatou.

Trecho de um relatório do Campeonato Pernambucano. Foto: Reprodução

PROJETOS FUTUROS

Fazendo relatórios relatórios dos estaduais em atividade e também da Copa do Nordeste, Adethson quer mais. Segundo ele, está tentando produzir uma mesma tabela para a Fórmula 1. O apaixonado pela bola, aliás, também faz os relatórios das séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro. Sobre o futuro, busca conseguir parcerias comerciais que permitam a ele arrecadar fundo com o seu trabalho e aumentando ainda mais o nível de profissionalismo.

“Hoje o futebol não passa de um hobby. A ideia é conseguir monetizar as publicações, buscando parceiros, criando relações profissionais na troca e fornecimento de informações e tornando o trabalho sustentável. A dimensão desse trabalho vai estar muito relacionada a capacidade de produção e ao interesse do público, principalmente especializado .Hoje vejo minha missão como produtor de conteúdo e acredito que esse tipo de serviço pode gerar frutos”, finalizou.


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