publicidade
25/11/20
Foto: Reprodução/Twitter @CANOBoficial
Foto: Reprodução/Twitter @CANOBoficial

Aos 60 anos, morre Diego Armando Maradona

25 / nov
Publicado por Blog do Torcedor em Futebol Internacional às 13:27

O mundo do futebol sofreu uma grande perda. Aos 60 anos, o ex-jogador Diego Armando Maradona faleceu. Segundo o jornal Clarín, ele sofreu uma parada cardiorrespiratória em casa, não resistiu e faleceu. Uma notícia que pegou todo mundo de surpresa e comove a todos. Aos 60 anos, Maradona se vai como um dos maiores da história do futebol. Seu legado transcendeu as fronteiras e o craque fez história também na Europa, além de ter sido o capitão que deu a Argentina o último título da Copa do Mundo, em 1986, com atuações incríveis.

Além dos feitos futebolísticos, Maradona se destacava por ser um ídolo para um povo. Uma simbologia dentro de campo. Por conta disso, alcançou um status de divindade em vários lugares, sobretudo na Argentina e em Napolés, locais onde ele virou essa referência dentro e fora dos gramados.

Diego Maradona foi um garoto pobre de Buenos Aires que se tornou um lendário jogador de futebol. Na sua vida e também na carreira, afundou e renasceu várias vezes para transcender o universo da bola. Nascido em 30 de outubro de 1960, viveu a infância em Villa Fiorito, um bairro muito pobre da periferia da capital argentina, onde começou a se destacar por sua habilidade com a bola nos pés.

Diego deu os primeiros passos nas divisões de base do Argentinos Juniors, clube pelo qual estreou na Primeira Divisão aos 15 anos, em 20 de outubro de 1976. Seguiu para o Boca Juniors (1981-1982), onde conquistou um campeonato nacional. Transferido para o Barcelona (1982-1984), ele foi contratado em seguida pelo italiano Napoli (1984-1991), onde virou ídolo. Elevou o time do Sul da Itália às potências Milan e Juventus, ganhando, inclusive, dois scudettos (títulos do Campeonato Italiano em 1987 e 1990). Ganhou ainda a Copa da Uefa (hoje Liga Europa) em 1989. Jogou 259 partidas pelo Napoli e marcou 115 gols.


Mas em 17 de março de 1991, seu vício em cocaína custou-lhe a primeira suspensão de 15 meses. Voltou aos gramados atuando pelo espanhol Sevilha (1992-1993) e de lá retornou à Argentina para uma breve passagem pelo Newell’s Old Boys em 1993. Depois da Copa do Mundo de 1994 e da segunda sanção, vestiu mais uma vez a camisa do Boca, onde deixou os gramados em 25 de outubro de 1997, cinco dias antes de seu 37º aniversário.

Numa despedida memorável em 2001, dentro do estádio La Bombonera lotado, Maradona falou sobre seus vícios: “Errei e paguei, mas o que fiz em campo não se apagou”. Maradona disputou 676 partidas e marcou 345 gols em 21 anos de carreira, entre a seleção e clubes.


FECHAR