publicidade
28/02/20
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

“Ia estranhar se fosse aplaudido empatando em casa”, diz técnico do Náutico

28 / fev
Publicado por Lucas Holanda em Náutico às 12:29

Mesmo com a equipe momentaneamente na zona de classificação para o mata-mata da Copa do Nordeste, o técnico do Náutico, Gilmar Dal Pozzo, foi alvo de vaias por parte da torcida, que também chamou o comandante de burro após o empate de 1×1 contra o ABC, no estádio dos Aflitos. E alguns jogadores do Timbu saíram em defesa do treinador depois do jogo. Na entrevista coletiva após o duelo, Dal Pozzo falou sobre o assunto, e disse que estranharia se fosse aplaudir após empatar em casa.

“Ia estranhar se o torcedor me aplaudisse empatando em casa. É uma revolta do torcedor que eu não sei se vou dizer que é normal, enfim. Eu peguei um cenário muito difícil quando cheguei no Náutico. Tendo que ganhar um jogo de seletiva para disputar essa competição que hoje a gente está classificado e faltam três rodadas. A gente pegou o náutico na Série C. Série C é um terror, é complicado. E a gente colocou o Náutico na Série b, sendo campeão. E a gente não tá se aproveitando apenas dessas conquistas. A gente trabalhou muito no mês de dezembro. A sequência de jogos ela foi cruel para nós e para todas as equipes e a gente suportou isso. A gente foi eliminado da Copa do Brasil. E hoje a gente voltou para nossa realidade que é a Copa do Nordeste e o Estadual que a gente está bem classificado”, disse o treinador.

LEIA MAIS

Após lesões, Náutico volta ao mercado para contratar atacante de lado

“Ele vai evoluir”, diz técnico do Náutico sobre Erick

Dirigente diz que “árbitros têm medo de marcar pênalti a favor do Náutico”

UNIÃO

Na coletiva, o treinador também falou das lesões, fator que, na opinião dele, vem sendo a principal dificuldade do Náutico até aqui e o motivo pelas oscilações. “Essa semana eu fui questionado sobre as lesões. Quando tu perde dois, três titulares, o grande desafio do técnico é buscar soluções. E isso demora um pouquinho, não é de uma hora para outra para a gente voltar em alto nível que nem jogamos contra o Toledo e contra o Sport. A gente está se reconstruindo como equipe e como clube”, destacou o treinador.

“Essas oscilações vão acontecer. Já aconteceram em outros anos, mesmo com o náutico na Série A. Essas oscilações são normais. Se o torcedor não tiver paciência, vamos fazer o que? Ele tem que entender. É difícil? É. Nós queríamos vencer, e o torcedor vem a campo para isso. Mas tem que aplaudir. O Náutico vem de uma ascensão e com o apoio de todo mundo nós vamos voltar a ser fortes e voltar a jogar um bom futebol, que é aquilo que me compete, mas por conta das lesões a gente vem tendo dificuldade. Então nós precisamos da união de todos”, finalizou o treinador.


FECHAR