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27/02/20
Foto: Léo Lemos/Náutico
Foto: Léo Lemos/Náutico

Dirigente diz que “árbitros têm medo de marcar pênalti a favor do Náutico”

27 / fev
Publicado por Klisman Gama em Copa do Nordeste 2020 às 23:34

No empate em 1×1 contra o ABC, pela Copa do Nordeste, o Náutico reclamou bastante de um pênalti não marcado em cima de Erick, aos 22 minutos do segundo tempo. O atacante alvirrubro foi agarrado pelo defensor potiguar na disputa por espaço e caiu dentro da área. Porém, para o árbitro, o lance foi normal. Com isso, o Timbu ficou na bronca e, ao fim da partida, o vice-presidente de futebol, Diógenes Braga, foi assertivo ao falar sobre o assunto. Para ele, desde o pênalti polêmico marcado por Leandro Vuaden no jogo entre Náutico e Paysandu, pelas quartas de final da Série C, no último minuto de jogo, os árbitros teriam medo de marcar mais penalidades a favor do Náutico.

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“Eu às vezes até evito falar sobre o assunto porque sou muito destemido para falar sobre o que penso. A verdade é que desde aquela polêmica do pênalti de Vuaden, os árbitros têm medo de marcar pênalti a favor do Náutico. Esses pênaltis fazem falta. Se Gilberto Castro Júnior tivesse marcado um pênalti contra o Afogados, estaríamos em uma pontuação mais confortável no Campeonato Pernambucano”, reclamou o dirigente.

“Se o pênalti de hoje tivesse sido marcado, que foi um pênalti escandaloso… o segundo não foi, e se ele quisesse ter dado cartão a Erick, poderia até ter dado. Mas o primeiro foi escandaloso, e não se dá pênalti a favor do Náutico. Infelizmente é isso que está acontecendo. Os árbitros têm medo de marcar pênalti a favor do Náutico. Para isso, é preciso pegar um machado e dar na cabeça do jogador, porque se não for isso, ele não marca. Infelizmente, é porque todo árbitro está com medo de marcar um pênalti a favor do Náutico e depois dizer que não foi. Isso não justifica o resultado e peço desculpas à torcida”, acrescentou.

Diógenes Braga já havia ficado na bronca com a arbitragem na Copa do Nordeste anteriormente. Na derrota por 2 a 1 para o Botafogo-PB, em João Pessoa, o vice-presidente de futebol reclamou bastante da atuação do árbitro, que expulsou dois jogadores do Timbu nos 90 minutos. Além de relembrar este caso, mencionou o Campeonato Pernambucano e disse que os profissionais poderiam “aprender” com o que marcou um pênalti a favor do Náutico contra o Toledo, pela Copa do Brasil.

“Em todo jogo que for parelho como esse, e que tem um lance que pênalti a seu favor que não é marcado, faz diferença no final. Quero dizer aos árbitros que não é proibido marcar pênalti a favor do Náutico. Basta marcar que fica tudo normal. Não precisa ficar com esse pudor de sofrer um risco de ser criticado. Façam como o árbitro que apitou Toledo x Náutico. Ele marcou o pênalti, o Náutico fez o gol e foi em frente. Não precisa ter esse medo. A gente sofreu o que sofreu lá na Paraíba contra o Botafogo-PB, aqui Gilberto Castro Júnior não deu pênalti. Na semifinal contra o Juventude lá (no Rio Grande do Sul), o diálogo com o árbitro foi terrível”, relembrou.


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