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24/11/19
Anderson tem sido convocado constantemente para a seleção de base. Foto: Bobby Fabisaki/JC Imagem
Anderson tem sido convocado constantemente para a seleção de base. Foto: Bobby Fabisaki/JC Imagem

Campeão mundial com Seleção Sub-17, analista do Náutico celebra trajetória

24 / nov
Publicado por Klisman Gama em Náutico às 11:45

O Timbu teve mais um motivo para se orgulhar em 2019. Na campanha da Seleção Brasileira Sub-17 na conquista do Mundial, disputado aqui no país, havia um representante alvirrubro. Mas não dentro de campo. O analista de desempenho Anderson Borges, coordenador do Centro de Inteligência do Náutico (CIN), integrou a comissão técnica no trabalho do tetracampeonato.

Anderson está no Náutico desde junho 2018, quando foi convidado pelo executivo de futebol Ítalo Rodrigues para implementar o CIN. Ele deixou o cargo que ocupava na Chapecoense – antes teve passagem pelo Santa Cruz –, e veio em nome do projeto. O plano, que vem sendo ampliado, serviu como um lastro para que ele seguisse o trabalho na Granja Comary.

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Convocado para a função desde 2017, ele passou por diversas experiências com esta geração campeã antes da disputa do torneio – Sub-15, Sub-17, incluindo o último Sul-Americano, disputado em março. Na oportunidade, o Brasil caiu na primeira fase. Mesmo com a eliminação precoce, pelo fato de ser o país sede, a Seleção ficou com a vaga para a competição.

“Tínhamos muita convicção do trabalho que vinha sendo feito. Essa geração 2002/2003 foi muito questionada, muita gente falava que não era uma geração com bons atletas, e a gente tinha convicção de que era uma boa geração, que marcaria história. A gente conseguiu inserir bem esta ideia nos atletas e eles entenderam que para fazerem história, dependeriam muito do trabalho em equipe. Os expoentes dessa geração eram o Reinier, que não estava com a gente, e o Talles Magno. E a gente conseguiu formar um grupo muito forte, tanto de comissão quanto de atletas”, comentou o analista.

Depois de passar por uma primeira fase mais tranquila, vencendo Canadá, Nova Zelândia e Angola, o Brasil teve um dos seus principais desafios nas oitavas de final, diante do Chile. Depois, dominou a Itália nas quartas. Na raça e emoção, virou contra a França nas semi e o México na final, para conquistar a taça. Segundo Anderson, mesmo se passando uma semana do título, a ficha ainda não caiu.

“A gente preparou muito bem esses três jogos (fase de grupos) na cabeça dos atletas e fizemos um primeiro jogo muito bom contra o Canadá. Era o nosso maior medo a estreia, porque passamos tudo aos jogadores, mas são meninos de 17 anos, 16 anos, que tem uma grande responsabilidade nas costas. Fomos às oitavas contra o Chile que, para mim, estrategicamente, foi o jogo mais difícil. Pela inteligência do treinador, pelas variações que eles tinham de construção. Na semifinal, sabíamos da força da seleção francesa, eles vinham muito fortes, demonstram isso na fase de grupos. Com 15 minutos estava 2×0 para eles e aí toda a nossa estratégia foi por água abaixo. Mas a gente já estava muito calejado e acabou acontecendo o inverso. Eles sentiram o jogo e a partir dos 20 minutos a gente conseguiu controlar a partida e sabíamos que quando fizéssemos o primeiro gol, ia conseguir a virada pelo nível de jogo que a gente e como a França estava se comportando e aí fluiu. Contra o México foi a coroação de toda a preparação. Resta parabenizar toda a CBF e a comissão por preparar toda essa vivência aos atletas até vivermos esse ápice”, finalizou.


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