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19/09/19
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Herói de ‘Roliúde’ e do Athletico-PR, goleiro Santos é mais uma cria do Porto

19 / set
Publicado por Diego Borges em Futebol nacional às 20:38

O distrito de Hollywood é famoso no mundo inteiro como o principal pólo do cinema mundial. É de lá que surgem boa parte das histórias de heróis da ‘sétima arte’, que inspiram e fazem parte do conhecimento lúdico popular. No Brasil, próxima a Campina Grande, no interior da Paraíba, a cidade de Cabaceiras ostenta a pecha de ‘Roliúde’ brasileira, por apresentar ótimas condições de iluminação natural e ser local de dezenas de filmagens. Foi lá onde nasceu Aderbar Melo dos Santos Neto, mais conhecido como Santos, goleiro herói da conquista da Copa do Brasil pelo Athletico-PR.

CENA 1: O PORTO

Aos 15 anos, em 2005, na busca por uma estabilidade financeira em meio ao difícil contexto de sobrevivência no interior do Nordeste brasileiro, o caminho do futebol se abriu como oportunidade para Aderbar, acolhido em Caruaru pelo clube do Porto.

Àquela altura, o Gavião do Agreste já era famoso por lançar ao mundo outros heróis, como Josué, Hernane, e outros jogadores que alcançaram a glória através do futebol. Criado em 1993, o clube é um dos grandes responsáveis por fornecer atletas para clubes dos quatro cantos do país.

“O Porto sempre trabalhou em prol da base. Com muita atenção na base, revelamos muitos atletas”, destaca o presidente e fundador do clube, José Porfírio. A quantidade é tamanha, que o gestor sequer faz ideia de quantos jovens lançou ao futebol profissional. “Não tenho como lembrar. São muitos. Todas as vezes em que a gente liga a televisão, vê jogadores que já foram nossos disputando as quatro séries do Brasileiro.”

CENA 2: O PRIMEIRO ‘VILÃO’

Mas Aderbar não foi esquecido. Pelo contrário. O goleiro, que logo se tornou líder no elenco Sub-17, foi pivô na melhor campanha da história do clube caruaruense na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2007. O ‘vilão’ da época era o próprio Athletico-PR.

“Ele se destacou muito na época. Foi a nossa melhor campanha na competição. Fomos até as as oitavas de final e ele defendeu um pênalti contra o Atlhetico-PR, mas a arbitragem mandou voltar. Perdemos após quase eliminá-los, mas ele já havia decidido contra o Guarani e como foi muito bem na época, acabou indo para o próprio Athletico-PR”, relembrou Porfírio.

CENA 3: DE ‘VILÃO’ A ‘NOVA CASA’

De casa nova em 2008, Aderbar trocou o calor do Nordeste pelo frio da Região Sul do país. Aos poucos, o sobrenome Santos ganhou a preferência na hora da identificação dentro de campo. E a troca veio acompanhada de novas grandes conquistas, a começar com o vice-campeonato pelo Athletico na própria Copa São Paulo do ano seguinte.

A estreia na equipe principal veio em 2011, em dois jogos pela Copa Sul-Americana daquele ano, mas Santos precisou esperar a vez, que até então era do ‘rival’ goleiro Weverton, que vigorou como camisa 1 do Athletico de 2012 a 2017. Para Aderbar, restava aproveitar as raras chances.

CENA 4: O PROTAGONISMO

E foi assim que a história que se encaminhava para um enredo de lamentação encontrou um ‘plot twist’, ou ponto de virada, quando o Palmeiras contratou Weverton, abrindo espaço para Santos. Desde então, o jovem de Cabaceiras se tornou mais uma peça fundamental na meteórica ascensão do Athletico para tomar posto entre os gigantes do futebol brasileiro. Primeiro com a conquista da Copa Sul-Americana de 2018, coroada com a recente taça da Copa do Brasil, defendendo pênaltis e outros lances decisivos.

“É um momento especial. O Athletico cresceu muito como time, como clube e merece todos esses títulos”, festeja Santos, cuja história ainda não virou filme de cinema. Porém, há de se convir que Aderbar tem todos os méritos para ser reconhecido como herói de Roliúde.


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