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20/05/19
Caso do Bragantino e aquisição pela Red Bull reforçou o debate no país. Foto: Divulgação / Bragantino
Caso do Bragantino e aquisição pela Red Bull reforçou o debate no país. Foto: Divulgação / Bragantino

Relações comerciais no futebol podem mudar estrutura dos clubes em Pernambuco

20 / maio
Publicado por Diego Borges em Futebol Internacional às 13:14

Cinco, dez, ou até cinquenta anos. As opiniões de gestores do futebol brasileiro sobre o processo de profissionalização dos clubes ao redor do país divergem sobre tempo e a forma de implementação, mas é praticamente unânime quanto à sua formalização: haverá uma reformulação estrutural no modelo de negócios dos clubes, alcançando até a mais profunda raiz do esporte no país.

As relações comerciais que – pasme! – já foram anteriormente proibidas pela FIFA, ganharam maior força do futebol brasileiro por volta do final dos anos 1980, e só a partir de 1993, na Lei Zico (8.672), a palavra ‘empresa’ foi citada em um documento oficial da legislação desportiva do Brasil.

Em 1998, com o advento da controversa Lei Pelé (9.615), foi permitida aos clubes brasileiros a viabilização legal da abertura para gestão financeira em parcerias com investidores, os chamados clubes-empresas. Porém, salvo alguns casos como o do União São João-SP e do Malutron-PR, além de outros menos famosos, nenhum clube de grande apelo popular optou por aventurar-se e abandonar o modelo de instituição associativa, onde estatutos regem as atividades.

Cerca de 20 anos depois, a opção até então rejeitada se desenha como a principal para garantir uma sobrevivência sustentável aos clubes brasileiros. A fusão entre o Bragantino e a multinacional Red Bull e a divulgação do interesse de supostos investidores chineses em ‘adquirir’ clubes como CSA e América-MG despertaram debates e seus consequentes questionamentos sobre a aplicação de um negócio de capital aberto em clubes de massa. Dará certo no Brasil?

A resposta pode vir do outro lado do Atlântico, justamente do país responsável pela forma como conhecemos o futebol. Hoje os clubes da Inglaterra assumem uma espécie de protagonismo coletivo no mercado financeiro do futebol europeu. Segundo levantamento para 2019 da Deloitte, escritório global de negócios, dos vinte clubes mais ricos do mundo, nove são ingleses, no ranking que ainda traz quatro equipes italianas, outras três da Alemanha e da Espanha e apenas um único time Francês.

FATURAMENTO TOP20 MUNDIAL (em milhões €)

1° Real Madrid (ESP) 705,9

2° Barcelona (ESP) 690,4

3° Manchester United (ING) 666,0

4° Bayern de Munique (ALE) 629,2

5° Manchester City (ING) 568,4

6° PSG (FRA) 541,7

7° Liverpool (ING) 513,7

8° Chelsea (ING) 505,7

9° Arsenal (ING) 439,2

10° Tottenham (ING) 428,3

11° Juventus (ITA) 394,9

12° Borussia Dortmund (ALE) 317,2

13° Atlético de Madrid (ESP) 304,4

14° Inter de Milão (ITA) 280,8

15° Roma (ITA) 250,0

16° Schalke 04 (ALE) 243,8

17° Everton (ING) 212,9

18° Milan (ITA) 207,7

19° Newcastle (ING) 201,5

20° West Ham (ING) 197,9

Dados: Deloitte

Ainda de acordo com números da Deloitte, o faturamento global dos vinte clubes que mais arrecadaram em 2018 girou em torno de € 8,3 bilhões, aproximadamente R$ 38 bilhões. Desse valor, a fatia inglesa representa 45%, mais que o dobro da Espanha, com 20,5% e o triplo de Alemanha e Itália, 14% e 13% respectivamente. A França, apenas com o PSG na lista, soma 6,5%.

DISTRIBUIÇÃO DO FATURAMENTO POR PAÍS (em bilhões €)

Faturamento anual total: 8,3 = 100,0%

Inglaterra: 3,7 = 45,0%

Espanha :1,7 = 20,5%

Alemanha: 1,2 = 14,3%

Itália: 1,1 = 13,6%

França: 0,5 = 6,5%

Dados: Deloitte

BOM DESEMPENHO TAMBÉM NOS GRAMADOS

Números que se traduzem em bons resultados dentro de campo. Todas as quatro vagas das grandes finais de competições europeias de clubes foram engolidas pelos ingleses. Liverpool e Tottenham decidem a Liga dos Campeões, enquanto Arsenal e Chelsea duelam pela Liga Europa. E na seleção, na Copa da Rússia, a Inglaterra voltou a figurar entre os semifinalistas mundiais após 28 anos.

Sucesso que pode ser explicado pelo modelo de liga, implementado como saída para a crise que acometeu o futebol inglês nos anos 80. Firmada em 1992, a Premier League conquistou independência e passou a representar os clubes em contratos comerciais e de transmissão referentes à Primeira Divisão inglesa. Pautada por uma política de desenvolvimento coletivo, que rege a instituição para tomadas de decisões que vão desde a fórmula de disputa das competições até a distribuição de cotas de transmissão, que junto às atividades comerciais individuais dos clubes e suas arrecadações no matchday (em dias de jogos) representam as três fontes de faturamento no futebol. Hoje a Premier League transmite seus 380 jogos em mais de 80 emissoras, que levam o sinal para mais de 200 países do mundo todo.

O bom desempenho financeiro dos clubes não fica restrita apenas aos medalhões, como o Manchester United, que embora tenha caído do primeiro para o terceiro lugar no Top 20 global, ainda é o clube que mais fatura no futebol inglês, com € 666 milhões. O Brighton & Hove Albion é um exemplo claro do potencial que a Premier League tem de alavancar um clube. Há dez anos, o faturamento do Albion era de modestos € 5 milhões e saltou para € 158 milhões nesta temporada, que marcou a volta à elite após 34 anos. O clube é o 29° que mais captou receita ainda segundo a Deloitte. Leicester (22°), Southampton (23°) e Crystal Palace (24°) também integram o levantamento.

“O modelo de liga é um faz os clubes se desenvolverem mais rápido. Se os clubes entenderem a força que têm juntos e trabalharem em bloco, como liga, o desenvolvimento vem mais rápido.”, endossa Constantino Júnior, presidente executivo do Santa Cruz e diretor da Liga do Nordeste, que aponta para sinais de sucesso obtidos pela entidade que representa os clubes na Copa do Nordeste, principal competição regional do Brasil.

“É um modelo que se mostrou vencedor. Entre os campeonatos regionais tem a segunda média de público do Brasil, só perde para o Campeonato Paulista, a terceira maior arrecadação, audiência recorde para o SBT e a Fox. É um case de sucesso”, completa.

A partir da liga, os clubes ingleses puderam reorganizar o modelo de captação de investimentos. O formato mais comum é a abertura para o mercado de ações, onde a figura de um associado majoritário, tem maior poder nas tomadas de decisões mais estratégicas. Seja por um investidor único, como o caso do Chelsea e o russo Roman Abramovich ou o ministro dos Emirados Árabes, Al Nahyan, dono do Manchester City. Grupos também podem investir, como a família Glazer no Manchester United, e até mesmo outras empresas, que é o caso do Liverpool, administrado pelo Fenway Sports Group.

No Brasil, o modelo já passa a ser visto com bons olhos. Até mesmo no Palmeiras, que hoje é o detentor do recorde de faturamento do futebol nacional, com R$ 653 milhões em 2018. “Nós consideramos (o modelo de time-empresa) como o ideal e temos um modelo parecido para administrar. O futebol tem tudo separado do clube social. Mas a gente ainda tem o mesmo CNPJ, os mesmos conselheiros… Temos que nos adequar ainda”, ponderou o presidente alviverde, antes de apontar o principal entrave para a adoção do modelo no país.

“A teoria é boa, mas tem o processo político nesse meio. A política vai ser o ponto de resistência. Tem alguns conselheiros que passaram a vida no clube e alguns já se sentem donos, se sentem proprietários”, completou.

O CENÁRIO NO FUTEBOL PERNAMBUCANO

Trazendo para o futebol pernambucano, a discussão esbarra nos mesmos limites. O Trio de Ferro formado por Náutico, Santa Cruz e Sport estão fortemente ligados ao modelo de criação dos clubes, fundamentados em seus respectivos estatutos. O que faz divergir opiniões sobre a abertura para captação de recursos de terceiros.

“Para o Náutico, hoje não é viável. Porque o clube passa por um processo de reconstrução e organização interna. Não vejo problema no futuro, mas isso tem que ser passado para os sócios e o Conselho Deliberativo pelo gestor da época. Não vejo com maus olhos, mas para isso tem que se preparar, diminuir o passivo, organizar o clube tributariamente, com todos os impostos em dia”, aponta o presidente do Náutico, Edno Melo.

O CEO do núcleo de gestão do Santa Cruz, Roberto Freire, sinaliza para uma pavimentação do Tricolor no sentido da abertura para o mercado de capitais. “O clube vem se preparando para isso, mesmo a longo prazo. A própria exigência da CBF por licenciamento é um passo para isso. Não é o caminho do Santa. É um caminho que todos os clubes terão que seguir. Se não seguirem, não vão poder disputar competições da FIFA, que vem passando por um processo de complience (otimização da ética na gestão). É um caminho curto, que acredito em mais cinco anos os clubes estarão todos eles profissionalizados. Todos”, destaca.

Por sua vez, o diretor de marketing e comunicação do Sport, Diogo Noronha, adota uma postura mais cautelosa quanto ao processo de transformação. “A gente tem uma proteção estatutária quanto a isso, para que o clube não tenha um dono só. Não tem muito o que fazer quanto a isso. É um clube estatutário, muita gente investiu dinheiro no clube, desde construção de patrimônios como o estádio até o próprio quadro de sócios. É uma questão que dói nos ouvidos da torcida, falar que o Sport um dia pode ter um dono”, vislumbra, antes de apontar a saída para a sustentabilidade do clube no futuro.

“Eu acho que a gente consegue. Estamos muito longe disso. A minha geração que não é tão adiantada. Talvez a gente não vai ver isso (migração para o modelo de capital aberto) acontecer, mas a gente consegue administrar com competência de empresa sem precisar abrir capital. Vamos caminhar. Acho muito difícil um clube tradicional adotar esse modelo europeu, até porque a cultura é totalmente diferente”, completa.

O presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho, mostra ceticismo quanto ao processo de abertura de capitais no estado. “É uma decisão dos clubes. Todos os grandes clubes analisaram o modelo de deixar de ser uma entidade associativa e ser uma empresa, e todos abdicaram da ideia. Abrir capital, qualquer um pode abrir. Porém nenhum clube brasileiro, salvo clubes de empresários, como o Red Bull, quis isso. Os clubes estão certos ou errados? Não há como dizer. É decisão deles. Sou uma pessoa de mercado e para mim seria ótimo se tivéssemos o futebol como uma atividade mercantil de bolsa de valores. Mas tenho que que respeitar a história.”

Porém, vê como “inevitável” a transformação em um futuro distante. “Pelo menos nos próximos 50 anos, acredito que isso ocorra no Brasil. É uma contramão do que pensam os dirigentes. Temos isso há 30 anos já. É inimaginável pensar em um clube grande do Brasil que abra a gestão para o capital e ações. Nenhum torcedor brasileiro vai aceitar que o clube dele, que é uma relação abstrata e quase religiosa, tenha dono. Hoje, nenhum vai conseguir. Pode oferecer a preço de ouro.”

A HERANÇA MALDITA DOS PASSIVOS

Parte da explicação para os problemas financeiros dos clubes diz respeito ao nível elevadíssimo das dívidas acumuladas há décadas pelos clubes. Sejam por questões tributárias ou trabalhistas, é comum a notícia de penhora ou leilão de algum patrimônio dos clubes como forma de quitar débitos. O Botafogo é o maior devedor, com R$ 730 milhões, que somados aos demais vinte clubes mais endividados do país chega à casa de R$ 6,9 bilhões, segundo lista da Sports Value, especialista em contabilidade esportiva.

Em Pernambuco não é diferente. Juntos, Náutico, Santa Cruz e Sport devem o total de R$ 531,5 milhões entre valores referentes aos passivos circulante, que diz respeito a valores no prazo de um ano, e não-circulante, que engloba todo o período anterior. O pior caso é o do time alvirrubro, com R$ 284 milhões, que representam mais da metade do débito total do Trio de Ferro. Situação que é justificada pelo presidente Edno Melo como indicador para um saneamento necessário para as contas do clube, onde o valor máximo das queixas foram orçados no balanço 2018.

“Era importante a gente fazer isso. Antes, ninguém sabia ao certo qual era o tamanho real da dívida do Náutico e isso é muito importante para traçar um objetivo, um norte para a gestão”, destaca, antes de garantir. “No balanço de 2019 esse valor já vai ser reduzido, vai cair mais da metade. São várias execuções que estamos negociando, parcelando e pagando. O que não adianta é enxugar gelo. De 2017 a 2019 chegou  apenas uma única causa trabalhista. Antes eram por volta de oito a cada mês.”

A principal aposta do Náutico é gerar recursos a partir da negociação de atletas formados na base do clube. “Dos três, o Náutico está um pouquinho à frente nesse quesito, de identificar o passivo e tomar a atitude de buscar ativos. Só em multa de atletas da base temos mais de R$ 30 milhões. Robinho, Thiago, Hereda, Luiz Henrique, entre outros, já são realidade, não são mais apostas. Num futuro próximo vão gerar receita para o clube”, projeta Edno.

No Santa Cruz, o valor do passivo de 2018 é o menor desde que os números lançados em balanços do clube foram levantados pelo jornalista Cassio Zirpoli, a partir de 2011. Com o total de 53,5 milhões, o Tricolor caminha em direção ao saneamento das dívidas, ainda que a passos lentos, porém necessários.

EVOLUÇÃO DO PASSIVO NO TRIO DE FERRO DE PERNAMBUCO

Evolução do passivo do Náutico (circulante + não circulante)

2011 (B) – R$ 62.442.207

2012 (A) – R$ 71.979.517 (+15,2%; +9,53 mi)

2013 (A) – R$ 87.816.127 (+22,0%; +15,83 mi)

2014 (B) – R$ 137.364.572 (+56,4%; +49,54 mi)

2015 (B) – R$ 149.267.447 (+8,6%; +11,90 mi)

2016 (B) – R$ 155.639.544 (+4,2%; +6,37 mi)

2017 (B) – R$ 165.936.253 (+6,6%; +10,29 mi)

2018 (C) – R$ 284.527.291 (+71,4%; +118,59 mi)

Evolução do passivo do Santa Cruz (circulante + não circulante)

2011 (D) – R$ 69.775.333

2012 (C) – R$ 71.536.863 (+2,5%; +1,76 mi)

2013 (C) – R$ 71.377.478 (-0,2%; -0,15 mi)

2014 (B) – R$ 72.727.047 (+1,8%; +1,34 mi)

2015 (B) – R$ 77.728.805 (+6,8%; +5,00 mi)

2016 (A) – R$ 62.604.879 (-19,45; -15,12 mi)

2017 (B) – R$ 65.917.841 (+5,2%; +3,31 mi)

2018 (C) – R$ 53.547.856 (-18,7%; -12,36 mi)

Evolução do passivo do Sport (circulante + não circulante)

2011 (B) – R$ 45.278.851

2012 (A) – R$ 27.381.926 (-39,5%; -17,89 mi)

2013 (B) – R$ 22.751.467 (-16,9%; -4,63 mi)

2014 (A) – R$ 73.396.626 (+222,6%; +50,64 mi)

2015 (A) – R$ 121.167.577 (+65,0%; +47,77 mi)

2016 (A) – R$ 125.080.279 (+3,2%; +3,91 mi)

2017 (A) – R$ 183.562.095 (+46,7%; +58,48 mi)

2018 (A) – R$ 193.439.749 (+5,3%; +9,87 mi)

Fonte: Cassio Zirpoli

“Precisa aumentar a velocidade do pagamento dessas dívidas, mas para isso precisamos de recursos. Estamos sendo austeros em honrar o nome do Santa Cruz e pagar em dia. Entender que precisamos de mecanismos para aumentar a receita. Se pegar o balanço de 2018 mesmo foi o pior faturamento dos últimos anos. É tempo de buscar a otimização de receitas. É um grande dilema nosso de ao mesmo tempo ter que subir de divisão, aproveitar os atletas da casa para gerar ativo e passo a passo isso tem sido feito, para enxugar dívidas a curto prazo e alongar outras, mas sempre honrando e mostrando que o clube se preocupa em cumprir com as suas obrigações”, destaca Constantino Júnior.

Uma saída para a robustez do clube é a captação com receitas no matchday, que na Europa já representa uma parcela significativa para o faturamento de grandes clubes em cerca de 17% na média. No caso do Santa Cruz, a fatia de valores captados em dias de jogos representa mais de 50% da receita anual de 2018.

“Mesmo com toda limitação de recurso, inclusive do departamento de marketing, a gente vem tentando fazer com que as situações de arrecadação sejam as melhores possíveis para os sócios, melhorando a estrutura do clube para atendê-los da melhor forma. Esbarramos muito na limitação financeira, por não ter um estádio mais atrativo e confortável para justificar a permanência do torcedor lá dentro. Viabilizar tudo em um ano e meio é inviável. Não por falta de vontade, mas pelas questões financeiras”, destaca o diretor de Marketing coral, Guilherme Leite.

O Sport, por sua vez, enfrenta a maior dívida de sua história, com R$ 193 milhões de débito, sendo 70% desse valor referente ao passivo circulante. “A saída é o que a gente tem feito. Administrar com responsabilidade, com as todas as dificuldades que a gente pegou para assumir o clube, que são milhões, inclusive em reais”, prega o diretor de marketing e comunicação do clube, Diogo Noronha, que também comenta sobre o aproveitamento do Leão em ações do matchday.

“A gente tem feito de tudo para levar o torcedor e principalmente o sócio para dentro do clube, tentando fazer que ele se sinta em casa e volte mais vezes. Tratar como cliente mesmo. Temos vários paradigmas para quebrar. A ideia é movimentar o clube e o sócio, porque movimenta também dinheiro e gera negócios. Trabalhando forte em produtos licenciados e novas categorias de sócios para atingir todos os níveis de classes”, afirma.

DISTRIBUIÇÃO DAS FONTES DE RECEITAS DOS CLUBES INGLATERRA X BRASIL E PERNAMBUCO

Média geral dos clubes do Top 20 Europeu

43% Transmissão (cotas de exibição nas diversas mídias)

40% Atividade comercial (acordos comerciais)

17% Matchday (ações nos dias de jogos)

Distribuição do TOP 5 inglês (Euro)

Man United 666 total

35% Broadcast 230,4 mi

47% Commercial 316,1 mi

18% Matchday 119,5 mi

Man City 568,4 mi

42% Broadcast 238,8 mi

47% Commercial 265,7 mi

11% Matchday 63,9 mi

Liverpool 513,7 mi

49% Broadcast 251,3 mi

33% Commercial 170,8 mi

18% Matchday 91,6 mi

Chelsea 505,7 mi

46% Broadcast 230,5 mi

38% Commercial 191,8 mi

16% Matchday 83,4 mi

Arsenal 439,2 mi

47% Broadcast 206,9 mi

28% Commercial 120,7 mi

25% Matchday 111,6 mi

NO BRASIL (R$)*

Flamengo 543 milhões

40,88% Transmissão 222 mi

42,91% Comercial 233 mi

16,20% Matchday 88 mi

Palmeiras 653 milhões

20,93% Transmissão 136,7 mi

61,24% Comercial 399,9 mi

17,82% Matchday 116,4 mi

EM PERNAMBUCO

Náutico R$ 16.051.433,00

0,99% Transmissão  R$ 160.000,00

79,4% Comercial  R$ 12.745.288,00

19,6% Matchday  R$ 3.146.145,00

Santa Cruz R$ 8.765.924,00

8,28% Transmissão R$ 725.572,00

40,82% Comercial R$ 3.578.318,00

50,90% Matchday R$ 4.462.034,00

Sport R$ 104.098.716,00

41,41% Transmissão R$ 43.113.030,00

50,84% Comercial R$ 52.920.180,00

7,75% Matchday R$ 8.065.506,00

* Nota explicativa: A partir dos dados disponibilizados pelos clubes em seus respectivos balanços, foram adequados para o modelo desenvolvido pela Deloitte para o futebol europeu. Receitas com transmissão e matchday foram isoladas em categorias independentes, enquanto os demais valores arrecadados foram elencados na área comercial, englobando patrocínios e vendas de atletas até outras receitas não detalhadas pelos clubes.


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