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31/01/18
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Santa Cruz joga muito mal e está fora da Copa do Brasil

31 / jan
Publicado por Wladmir Paulino em Notícias às 23:22

O Santa Cruz nem precisava vencer seu primeiro jogo em 2018 para avançar para a segunda fase da Copa do Brasil. Mas fez um jogo errado taticamente e, principalmente, tecnicamente. Por isso, perdeu por 2×0 para o Fluminense (BA), no Joia da Princesa, em Feira de Santana e está eliminado. O time baiano é o adversário do Náutico na próxima etapa, com a partida sendo disputada novamente em solo baiano.

A história do primeiro tempo pode ser escrita pelas mãos do goleiro Tiago Machowski. Foi por elas que o Santa não saiu para o intervalo com um prejuízo maior. Mas também foi por elas que o adversário saiu na frente. Aos 25 minutos, Levi foi lançado entre os dois zagueiros corais e entrou na área pronto para chutar. Tiago esperou até o último segundo pela tomada de decisão do rival e se deu bem. Foi certo no chute e desviou com a mão esquerda.

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Apenas seis minutos depois, outra grande mostra de domínio da técnica pelo camisa 1 do Santa. Roberto Pitio recebeu na área, passou por Vítor e chutou rasteiro. Machsowski foi lá e desviou. Mas não é toda hora que tem milagre. Aos 40 minutos, tudo começou com a falha de Arthur, desarmado com facilidade na meia-lua por Maranhão. Ele tocou para Daniel que chutou fraco. Mas, desta vez, Tiago tomou a decisão errada de se antecipar. Quando a bola veio ele já estava caído e não teve posição para segurá-la. Deu o rebote para Maranhão, que entrara na área, empurrar para as redes.

Jogar toda conta do gol nas costas do goleiro seria uma crueldade. Até porque os erros de saída de jogo do Santa Cruz extrapolaram o aceitável. E, lá na frente, o pessoal também não contribuiu muito. Robinho por exemplo, teve uma oportunidade bem parecida com a de Levi num erro de Rodolfo Potiguar, mas errou ao correr com a bola e até ser desarmado com facilidade. Bem marcado e sem a jogada individual, o Santa limitou-se apenas a rondar a área adversária, com muito pouco poder de finalização.

SEGUNDO TEMPO
Antes mesmo de a bola rolar, a imagem que chamou a atenção foi o autoisolamento do técnico Júnior Rocha. Ele entrou, ficou menos de dez minutos no vestiário e voltou para o banco de reservas, abrindo mão dos 15 minutos que teria para ajustar a equipe.

E as orientações do técnico parecem ter feito falta. O início de segunda etapa foi um Deus-nos-acuda. Genílson e Renato não conseguiam se entender, permitindo a chegada dos adversários com muita facilidade. Aos sete minutos, Levi já tentara o gol duas vezes, mas em ambas chutou fraco e facilitou a vida de Tiago.

Mesmo quando o time da casa aliviou um pouco, o Santa ficou preso na marcação. A linha de meio de campo ficou completamente bloqueada pelos adversário. Vinícius, o principal atacante, veio finalizar com mais de 20 minutos de partida.

DRAMA
O jogo ficou mais dramático a partir dos 35 minutos, quando Moreilândia sofreu uma lesão muscular, mas não pôde ser substituído porque o técnico Evandro Guimarães já mexera no time três vezes. Os donos da casa precisaram se virar com dez em campo.

E se viraram melhor do que a encomenda. Logo depois da primeira finalização mais perigosa do tricolor – uma cabeçada de Sobralense defendida por Deola – o próprio goleiro iniciou o contra-ataque, que terminou com Luiz Otávio cruzando rasteiro e Levi concluindo fraco, mas o suficiente para tirar a bola do alcance de Tiago.

Ficha do jogo – Fluminense (BA) x Santa Cruz

Fluminense (BA)
Deola; Edson, Eduardo, Ranieri (Rafhael Silva) e Daniel; Rodolfo Potiguar, Moreilândia, Deizinho (Luiz Paulo) e Maranhão; Levi e Roberto Pítio (Negueba). Técnico: Evandro Guimarães.

Santa Cruz
Tiago Machowski; Vitor, Renato Silveira, Genílson e Paulo Henrique; Jorginho (Jeremias), Luiz Otávio e Arthur Rezende (Geovani); Héricles (Daniel Sobralense), Vinícius e Robinho. Técnico: Júnior Rocha.

Local: estádio Jóia da Princesa, em Feira de Santana (BA). Árbitro: Jean Pierre Goncalves Lima (RS). Assistentes: Leirson Peng Martins e André da Silva Bitencourt (Ambos do RS). Gols: Maranhão, aos 40 do primeiro tempo. Levi, aos 39 do segundo. Cartões amarelos: Rodolfo Potiguar, Levi, Rogério e Geovani.


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