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01/03/16
Foto: JC Imagem
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Morre Leonardo, terceiro maior artilheiro da história do Sport

01 / mar
Publicado por Thiago Wagner em Notícias às 15:36

Atacante estava internado há quase um mês. Foto: Marcos Michael/JC Imagem Data: 18-02-2010 Assunto: ESPORTES - futebol - Entrevista com o jogador Leonardo.
Atacante estava internado há quase um mês. Foto: Marcos Michael/JC Imagem

Por Thiago Wagner

O dia é de luto para o Sport e o seus torcedores. Nesta terça-feira, o ex-atacante Leonardo (1), 41 anos, morreu depois de perder a batalha contra a neurocisticercose, doença que ataca o sistema neurológico provocada pelo ingestão de alimentos mal preparados. A confirmação foi dada pelo Hospital da Restauração.

Segundo a chefe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Fátima Buarque, o ex-jogador teve falência múltipla dos órgãos às 15h15. Leonardo era o terceiro maior artilheiro da história do Leão com 136 gols em mais de 367 partidas.

Ele jogou com a camisa rubro-negra em três passagens (1992-94, 1997 – 2001 e 2004) e foi campeão pernambucano em 94, 97, 98, 99 e 2000, além de conquistar duas Copas do Nordeste, em 94 e 2000. Para muitos, foi o maior jogador da história leonina nos últimos 30 anos. Atualmente ele trabalhava nas categorias de base do clube onde proporcionou tantas alegrias.

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Leonardo estava internado desde o dia 3 de fevereiro no Hospital da Restauração, no Centro do Recife. Ele deu entrada com convulsões e queixas neurológicas. Após exames, os médicos constataram a neurocisticercose. O ex-jogador iniciou tratamento, mas não conseguiu superar a doença.

A HISTÓRIA

Natural de Picos, no Piauí, Leonardo quase escreveu sua história no Recife em outras cores. Em 1992, ele iria se transferir para o Santa Cruz. O Sport, contudo, entrou no meio da negociação e trouxe o jogador para a Ilha do Retiro. Mal sabiam os diretores rubro-negros na época que estavam trazendo um dos maiores jogadores da história do clube. Rápido e com faro artilheiro, Leonardo caiu rápido nas graças da torcida. Tanto que sua primeira passagem na capital pernambucana durou pouco tempo.

Em 95, se transferiu para o Vasco junto com o meia Juninho Pernambucano. A trajetória dos dois, porém, mudou no Rio de Janeiro. Por conta da falta de pagamento do Vasco, Leonardo teve que deixar São Januário e voltar ao Sport, que emprestou o jogador para o Corinthians. No clube paulista, chegou a jogar a Libertadores, maior competição internacional da América do Sul. Mas o destino insistia em fazer Léo voltar a vestir as cores rubro-negras.

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Leonardo ainda passou pelo Palmeiras antes de retornar para a Ilha do Retiro. No Sport novamente, viveu os maiores momentos de sua carreira. Conquistou o Pernambucano três vezes seguidas, ajudando o Leão a obter o primeiro pentacampeonato, e levantou sua segunda Copa do Nordeste. Além disso, colaborou com boas campanhas nacionais dos rubro-negros. Em 2000, o Sport acabou em segundo lugar na primeira fase da Copa João Havelange.

Na última rodada, o já ídolo da torcida mostrou todo o seu poder de fogo ao marcar cinco gols na goleada do Leão de 6×0 sobre o Atlético-MG, em pleno Mineirão. Foi uma das maiores apresentações de Leonardo com a camisa do clube pernambucano. Na mesma temporada, o Sport ainda foi vice-campeão da Copa dos Campeões e quase foi para a Libertadores.

Os momentos de glória, todavia, foram interrompidos depois de 2000. Com uma administração instável fora das quatro linhas, o Sport não conseguiu montar bons times em 2001 e Leonardo deixou a Ilha rumo ao Cruzeiro. Na Raposa ele não foi bem e teve atuação apagada. Depois disso, viveu dias de andarilho no futebol, chegando inclusive a voltar para o Recife e vestir as cores do…Santa Cruz. Mas o brilho não foi o mesmo como com as cores rubro-negras. O tempo já começava a cobrar do atacante, que se aposentou no modesto Afogadense, do interior de Pernambuco. Um fim modesto para quem tanto fez nos gramados.

Confira abaixo uma das últimas entrevistas de Leonardo para o Replay, da TV Jornal:

A história de Leonardo pode não ter sido de glórias mundiais. O atacante também esteve um pouco distante do mesmo brilho do amigo Juninho, que jogou Copa do Mundo e foi campeão na Europa. Mas isso pouco importa para os rubro-negros, que sempre vão ter Leonardo como um dos maiores, seja contra quem for. Os 133 gols e as inúmeras taças estão aí para provar isso. A carreira do atacante pode não ter estourado nacionalmente, mas nem por isso ele deixou de trazer alegrias para uma nação. E neste caso era a nação que importava para Leonardo, um torcedor confesso


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