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25/10/14

Levir Culpi foi uma das maiores apostas do Sport em 2001

25 / out
Publicado por Karoline Albuquerque em Notícias às 13:16

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A vinda de Levir Culpi para o Sport em 2001 começou a ser rascunhada no final de 2000. O então comandante leonino, Emerson Leão, dividia o clube da Ilha com a seleção brasileira e a exclusvidade à canarinha estava prevista depois da participação rubro-negra na Copa João Havelange, o Brasileirão daquele ano. A diretoria recém-empossada negociou, mas o salário do técnico estourava o orçamento. Mas bastou perder o primeiro turno do Estadual que poderia render o inédito hexacampeonato aos leões que o dinheiro brotava em qualquer canteiro da Ilha do Retiro. Levir veio, viu e não venceu, deixando um rastro de insatisfação e diversas críticas aos seus trabalhos, considerados positivos no Cruzeiro e São Paulo, os dois times em que trabalhou antes de desembarcar no Recife.

Desembarque este, que surpreendeu o técnico, tamanho era o entusiasmo das dezenas de torcedores presentes. “Quer jogar? Quer jogar? O Levir vai te ensinar!”, cantavam os rubro-negros, parodiando O Bonde do Tigrão, música onipresente na época. Ele estava há três meses sem trabalhar e confessou ter baixado sua faixa salarial para acertar com o clube pernambucano. Era uma sexta-feira, 16 de março. Dali a dois dias o Sport enfrentaria o Náutico, pela Copa do Nordeste, na Ilha do Retiro. O ex-zagueiro, que defendera o Santa Cruz no final dos anos 1970, queria ir para o banco, mesmo com o tempo exíguo para trabalhar. Ele substituía Jair Pereira e vinha com contrato apenas para o Estadual.

Levir topou o desafio de ir para o banco mal decorando os nomes de todos os jogadores. Viu o timbu voar em campo, vencer por 2×1 e a torcida adversária ironizar: “Ei, Levir, pede pra sair!” Na concorrida coletiva depois do jogo reconheceu que teria muito trabalho, pois “o time não tem um esquema”.

Passou a ter mas sem variar virou presa fácil. O técnico insistia sempre que o time jogasse em troca de passes rápidas pelo meio da defesa adversária. Quando o rival se fechava, o Sport era anulado. Mesmo assim reagiu e chegou a liderar o primeiro turno do Campeonato Pernambucano, mas na reta final ficou atrás de Náutico e Santa Cruz. Na Copa do Brasil, vexame ao cair frente ao Flamengo do Piauí na segunda fase.

O melhor momento do técnico ficou para a Copa do Nordeste. De quase eliminado, o Leão ficou com a quarta e última vaga. Pelo regulamento, o primeiro colocado enfrentaria o quarto e o segundo e o terceiro fariam a outra semifinal em jogo único, na casa do time de melhor campanha. Liderados pelo veterano meia Valdo, os rubro-negros surpreenderam o Náutico, maior algoz na temporada, ao vencerem por 1×0, gol de Ricardinho. Mas a realidade foi dura na decisão contra o Bahia, na ainda antiga Fonte Nova. Dominado do começo ao fim, o Sport só perdeu por 3×1 devido a uma das maiores atuações da carreira do goleiro Zetti.

Todo esse acúmulo de fiascos explodiu logo na primeira rodada do segundo turno, quando o time perdeu para o Central por 1×0, em Caruaru. No dia seguinte, 28 de maio, terminava sem brilho um dos maiores investimentos num técnico já feitos por um clube pernambucano. No total, foram 25 jogos, com 14 vitórias, três empates e oito derrotas. O aproveitamento foi de 60% dos pontos.

Copa do Nordeste
Bahia    3×1    Sport
Náutico    0x1    Sport
Sport    3×1    Botafogo-PB
Sport    0x1    CSA
ABC    1×2    Sport
CSA    3×4    Sport
Sport    3×0    Ceará
Sergipe    2×3    Sport
Sport    1×2    Náutico

Copa do Brasil
Flamengo-PI 2×0    Sport
Sport 1×0 Flamengo-PI
Sport 0x1 CSA
CSA 3×4    Sport

Campeonato Pernambucano
Náutico    2×0 Sport
Sport 2×0 Santa Cruz
Centro Limoeirense 2×2 Sport
Sport 3×0 AGA
Sport 6×0 Vitória
Ferroviário(ST)    0x0 Sport
Sport 5×2 Central
Recife 0x2 Sport
Porto 1×3 Sport
Sport 1×2 Náutico
Santa Cruz 1×1    Sport
Central    1×0 Sport


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