MENTALIZE

Em tempos de pandemia, saiba como fazer deste Natal uma boa comemoração

Em tempos de pandemia, saiba como fazer deste Natal uma boa comemoração

2020 foi um ano atípico, mas confira algumas dicas para melhorar sua saúde mental (Foto: Freepik)

Publicado em Comportamento 25/12/2020 às 8:00

Em um ano tão atípico e conturbado com 2020, as expectativas para o Natal mudaram. Aliás, muita coisa mudou, incluindo o modo em que se enxerga tais datas comemorativas. Com a recomendação de não aglomerar pessoas neste fim de ano; a pandemia de coronavírus vem como um choque para o que antes era tão tradicional – e normal.

Ajudinha útil: frases inspiradoras para mensagens de fim de ano

Apesar disso, o doutor em neurociências e psicologia, Fabiano de Abreu garante que é possível ter um bom Natal; mesmo com tantos acontecimentos ruins neste ano de 2020. Por isso, o neurocientista e psicanalista aproveita para dar dicas de comportamentos que podem tornar a nossa vida menos conflituosa.

Ele afirma que, em um momento tão conturbado quanto o de fim de ano, a “atmosfera” negativa torna-se inevitável; afetando as funções físicas e psicológicas. A solução seria, portanto, “a busca do controle emocional para um bom Natal e um ano novo de esperança.”

De comer com os olhos: aprenda a organizar uma ceia de Natal

Fabiano de Abreu ainda destaca a importância da saúde mental e de cuidar desse fator. Ele recomenda um conjunto de dicas importantes acessível para todos.

Uso da inteligência emocional

“Não há melhor remédio”, explica. “O uso da região pré frontal do cérebro é essencial para tomada de decisões e no domínio para a positividade”. Também no domínio das demais regiões cerebrais incluindo o sistema límbico onde se situa a amígdala; vigilante das nossas emoções e responsável por nossos instintos.

Confira a mensagem de Fernanda Montenegro sobre esperança em 2021

Ela nos assegura a atenção para a vida, mas também não entende nem proporciona o tipo de perigo. E, quando a ameaça é constante, como a atmosfera negativa que vivemos por exemplo; ela aciona a ansiedade que nos cobra soluções e quando não a temos, é quando nos causa a desordem. A inteligência emocional é justamente distorcer a emoção antes que ela domine.

Como usar a inteligência emocional:

  • Buscar o lado positivo em tudo, mesmo em situações negativas. Por exemplo, a doença trouxe problemas, mas aproximou famílias, fez repensarmos em nossas vidas e valores. Para quem sofre o luto, toda dor pode ser amenizada com o tempo e com pensamentos.
  • Experimente hábitos de um passado distante, desde a alimentação a comportamentos como estar junto à natureza como desligar um pouco o celular. Isso traz à tona o que está determinado em nosso código genético traçado por milhares de anos. Nosso organismo pede e sente falta desses hábitos.
  • Autoconhecimento é primordial mediante uma meditação. Isso possibilita um autocontrole e concentração que facilita o controle da região racional do cérebro.
  • Plasticidade cerebral, mediante a leitura, mudança de hábitos comuns, reforçando as sinapses neuronais. Um exemplo é escrever, escovar os dentes com a outra mão que não de costume, mudar os lados dos talheres, etc. Isso obriga regiões do cérebro a uma nova aprendizagem, reforçando as sinapses; melhorando assim a capacidade racional do cérebro para um melhor uso da inteligência emocional.

Então é Natal! Veja 6 músicas que não podem faltar nessa data festiva

  • conhecimento é necessário para a organização e situação de pensamentos, é um mecanismo estratégico de métodos mediante a uma propriedade intelectual.”

Fabiano de Abreu ainda reforça: “O estímulo é a chave para a mudança e a consciência é a busca desta chave.”

Compartilhe
Comentários