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Adele é acusada de apropriação cultural; entenda

Adele é acusada de apropriação cultural; entenda

Adele mudou a rotina e emagreceu bastante, surpreendendo os fãs (Foto: Reprodução/Instagram)

Publicado em cultura 31/08/2020 às 3:44

Adele apareceu com a bandeira da Jamaica estampando o sutiã do biquíni que vestiu para o curtir o Carnaval de Notting Hill, neste domingo (30), em Londres. A cantora exibia um penteado conhecido como bantu knots, que é símbolo da cultura africana. No Twitter, sobretudo, o visual de Adele (para além dos 45 Kg a menos, sobre os quais as pessoas muito têm falado) foi repercutido e problematizado como sendo uma apropriação cultural, que tem a ver com o uso de símbolos, elementos ou práticas que integram a cultura de um povo ao qual a pessoa não é ligada, podendo ela esvaziá-los de seu valor.

Alguém ironizou assim: “Adele acabou de chegar no #VMAs Ela tá concorrendo na categoria melhor apropriação cultural”. VMA é a abreviação da premiação MTV Video Music Awards, que aconteceu também no domingo.

No microblog, outra pessoa ponderou: “A Adele fez apropriação cultural, sim. Isso é inegável. Eu, como negro, particularmente, acredito que o importante é sempre a pessoa reconhecer a origem e o significado daquilo que se apropria. E não tem necessidade de ficar atacando ela, porque senão nunca iremos evoluir com esse novo modelo de segregação racial, onde tudo fica rotulado e pertencente a isso e aquilo”.

Há ataques e defesas a Adele. Uma pessoa que seria da Jamaica escreveu: “Não-jamaicanos, por favor, pesquisem sobre o Festival de Notting Hill. Se nós não estamos incomodados, porque vocês estão? Enxergamos como um sinal de respeito quando as pessoas promove, a Jamaica”.

Há, ainda, o seguinte comentário de alguém que descende de um jamaicano: “Antes que as pessoas comecem a detonar a Adele, meu pai é jamaicano. A Jamaica foi uma colônia britânica antes de ganhar a independência, então esses lugares têm muito em comum. Tem muitos jamaicanos em Londres. Eles trançam os cabelos de todo mundo nesse festival. Isso não é apropriação cultural, é apreciação”.

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Publicado por
Romero Rafael

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