VIDAS NEGRAS IMPORTAM

Nos EUA, indústria da música fará silêncio em protesto ao assassinato de pessoas negras por policiais

Publicado em Notas 1/06/2020 às 18:05
Nos EUA, indústria da música fará silêncio em protesto ao assassinato de pessoas negras por policiais

Reprodução de @warnermusic

A indústria norte-americana da música mobiliza-se para, nesta terça-feira (2), fazer um “apagão” de suas atividades, somando-se ao movimento antirracista Black Lives Matter (em português, “vidras negras importam”), que tem lutado contra o racismo em protestos desde o assassinato de George Floyd por um policial branco, em Minneapolis (EUA).

A ação orquestrada pela indústria da música é chamada Blackout Tuesday (em tradução livre, terça-feira de apagão) e faz parte da campanha The Show Must Be Paused (o show deve ser interrompido). Propõe um silêncio, com interrupção de transmissão de rádio, por parte de emissoras; pausa em serviço de streaming, como é o caso do Spotify, e paralisação de trabalhos em gravadoras – como Sony Music, Warner e Capitol Records, que já aderiram. A ideia é também que no dia não seja feito nenhum lançamento nem divulgação.

“Estamos com a comunidade negra – nossos funcionários, parceiros, artistas e criadores – na luta contra o racismo, a injustiça e a desigualdade. Agora não é hora de calar. Continuaremos a usar o poder da nossa plataforma para amplificar vozes negras”, lê-se no comunicado do Spotify.

“Na terça-feira, 2 de junho, a Sony Music vai estar orgulhosa de fazer parte do ‘Blackout Tuesday’. Nós estamos solidários com a comunidade negra, nossos artistas, funcionários, colegas e líderes da comunidade na luta contra a injustiça racial. Este será um dia de ação comprometida com mudanças significativas em nossas comunidades, agora e no futuro”, diz o comunicado divulgado pela Sony Music.

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O caso George Floyd

No dia 25 de maio, George Floyd, homem preto, foi imobilizado e sufocado até a morte por um policial branco. A suspeita era de que Floyd usara uma nota falsa num supermercado. O oficial usou o joelho no pescoço da vítima. Toda a ação, que culmina no assassinato, foi filmada por pessoas em volta. A brutalidade gerou uma onda de protestos pelo país e também fora. No Brasil, o caso norte-americano tem jogado holofote, sobretudo, para os negros que são mortos pela polícia brasileira em ações nas favelas, todos os dias.

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Publicado por
Romero Rafael

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