ENTREVISTA

“Teria apanhado ou batido”, dispara Glória Maria sobre Jair Bolsonaro

“Teria apanhado ou batido”, dispara Glória Maria sobre Jair Bolsonaro

Glória Maria no programa Conversa com Bial, da Globo (Foto: Reprodução/TV Globo)

Publicado em Famosos Jornalismo TV 19/05/2020 às 10:34

Enfrentando um tratamento contra um tumor no cérebro, Glória Maria concedeu entrevista ao programa Conversa com Bial, da Globo. A primeira entrevista da nova temporada foi ao ar na segunda, 18, e proporcionou uma conversa franca com a jornalista.

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Feita através de chamada de vídeo, Glória Maria conversou abertamente com Pedro Bial. Um dos assuntos que vieram à tona foi o atual governo do presidente Jair Bolsonaro, alvo de críticas pela jornalista.

“Às vezes penso que não é possível que eu estou vivendo parar ver e ouvir isso tudo. Vai além de qualquer imaginação. Política, para mim é uma coisa de nível tão alto e o que estou vendo agora é de uma tristeza. Graças a Deus não cubro mais política, porque eu já teria apanho ou teria batido, com certeza”.

Incisivo, Pedro Bial questionou à Glória Maria qual seria a reação dela caso algum governante a mandasse ‘calar a boca’. A pergunta em questão faz referência ao episódio envolvendo Jair Bolsonaro e a imprensa. No Palácio da Alvorada, o presidente mandou os jornalistas “calarem a boca”.

“Eu não me calaria nunca. Eu diria para ele: ‘Vamos conversar, vamos falar juntos. Eu pergunto e você responde”, respondeu Glória Maria.

Histórico

Na Rede Globo há 50 anos, Glória Maria também falou sobre o seu passado envolvendo outros políticos. Na década de 70, ela revela que já foi perseguida pelo então presidente João Figueiredo.

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“Ele dizia ‘para defender a democracia, eu bato, prendo e arrebendo’. Eu sou boa em português, e ele citou uma coisa da gramática que não existia mais. Eu disse: ‘presidente, o senhor me desculpa, mas isso que o senhor citou não existe mais’. Ele gritava: ‘tira essa mulher daqui, tira essa mulher daqui’. Eu saí escorraçada e passei todo o governo Figueiredo ouvindo ‘tira essa neguinha da Globo daqui”, contou.

Para ela, o Brasil continua tão racista quanto nos anos 70. “A única diferença é que as coisas ganham uma proporção maior, mas nada mudou. A discriminação continua igualzinha”.

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