TRETA ANTIGA

Sobre polêmica do gemido, Xuxa diz estar decepcionada com Patrícia Marx, que fala: “Fomos amigas numa fase em que eu interessava”

Publicado em Famosos 12/05/2020 às 16:27
Sobre polêmica do gemido, Xuxa diz estar decepcionada com Patrícia Marx, que fala: “Fomos amigas numa fase em que eu interessava”

Xuxa; Patrícia Marx - Fotos: reprodução

Ruídos na relação entre Patrícia Marx e Xuxa, lá nos anos 80 e 90, voltaram à tona agora na quarentena. Numa live com o pesquisador de música Ivisson Cardoso, do projeto Meu Caro Vinho, Patrícia Marx falava sobre os 30 anos do seu disco “Incertezas”, quando, durante a conversa, foi perguntada do porquê de cantar gemendo em determinada música; ao que respondeu ser um estilo que, à época, já tinha feito e dado certo, a ponto de ser copiado por Xuxa, que muito a recebeu em seus programas.

Na live, Patrícia Marx também reforçou a história de que seu vocal já serviu de voz-guia para Xuxa gravar música em estúdio. Voz-guia era uma espécie de base para ajudar a cantar quem não era afinado; um recurso que ficou em desuso após os softwares de correção de voz, como o famoso autotune.

A live inflou os fãs de Xuxa, que, diante da repercussão, comentou em seu perfil no Instagram: “Ela [Patrícia Marx] tem uma voz linda, nunca poderia imitá-la… Ela já colocou a voz-guia, pois as músicas do Trem da Alegria já vinham com as vozes do grupo (que ela participava), e, sim, eu chorava (e não gemia) desde o primeiro disco (Xuxa e seus amigos), onde Patrícia nem era cantora. O que me deixa triste é que eu sempre gostei dela, admirei seu talento e a ajudei no que pude… Que pena essa atitude feia… Mais uma decepção”.

Patrícia Marx, então, retrucou o comentário feito por Xuxa, prometendo revelar histórias num livro que prepara. “Economizem as lágrimas e a euforia para quando meu livro sair. Muitos castelos vão desmoronar. A verdade sempre aparece. Xuxa e eu fomos amigas numa fase em que eu interessava para o momento de todos. Tão logo, fui substituída por outras ‘amizades’ circunstanciais.”

A cantora ainda ironizou sobre a mensagem publicada por Xuxa: “Sempre fui grata sim a você, Xuxa Meneghel, e tenho certeza que não foi você quem escreveu esse texto aí… Porque você nunca mais respondeu às minhas mensagens… Não seria agora que você se incomodaria comigo. Temos coisas mais importantes a fazer, né, miga?”.

O pesquisador Ivisson Cardoso, do projeto Meu Caro Vinho, que conversou com patrícia Marx, comentou sobre a repercussão da live. “Nós estávamos rindo sobre a voz gemida, algo não exclusivo de nenhuma das duas [nem Patrícia Marx nem Xuxa]”, escreveu. “No fim das contas, o intuito era [foi] criar intriga onde não havia necessidade. Patrícia não merece ser xingada como foi, maltratada como foi em um cyberbullying louco, capaz até de processo. Até desejaram minha morte. Podem nos odiar, é permitido. Podem não gostar de nossos trabalhos também, é permitido. Cyberbullying é crime.”

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Eu ainda não entendi o que aconteceu. O que era pra ser uma live descontraída e informativa sobre o álbum "Incertezas" , disco que em alguns meses fará 30 anos, foi desviado para uma piada ocasional dita por @patriciamarxoficial sem intuito de ofender, desmoralizar a apresentadora que desde o começo de sua carreira, lhe concedeu espaço para cantar até mesmo em seus discos. Gratidão essa que até onde sei foi recíproca. Para quem viu todo o conteúdo, notou que aquele momento foi completamente tirado do contexto para se criar uma briga entre fãs, algo que já estou habituado a lidar, desde que mudei o foco das minhas análises para pontuar o que eu não concordava sobre o posicionamento político de Xuxa (apoio a Sérgio Moro), racismo (ser porta voz de uma campanha que me diz respeito, como homem preto e questionar por qual motivo ela nunca se retratou por seu silenciamento sobre o assunto quando foi preciso)… E entendo que muito disso foi motivado por um ranço a minha pessoa e a ela. É pessoal e sabemos. Vale repensar as grosserias, piadas gordofóbicas, respostas atravessadas a crianças, Black face, fazer a baiana caricata macumbeira gritando "sai encosto" … Tudo isso é lido como gracejo. Ela pode, é rainha, não tem nada demais. Nós, que estávamos rindo sobre a voz gemida, algo não exclusivo de nenhuma das duas, algo que inclusive eu já havia feito graça nos famosos vídeos do Põe Pra Rodar naquele tempo não foi lido como desrespeitoso ou ofensivo. Vocês gostaram. No fim das contas o intuito era criar intriga onde não havia necessidade. Patrícia não merece ser xingada como foi, maltratada como foi em um cyberbullying louco capaz até de processo. Até desejaram minha morte. Podem nos odiar, é permitido. Podem não gostar de nossos trabalhos também, é permitido. Cyberbullying é crime. Patrícia, estou com você. Como amigo, como fã e por te conhecer de perto quem assistiu a live viu que foi tudo leve. Não houve desmoralização, nem ofensa de nenhuma das partes. Não há porque ter culpa. O resto foi criado na qualidade de quem nos detesta. Que venha o livro e se precisar, conte comigo sempre que quiser.

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Publicado por
Romero Rafael

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