FOLIA E CULTURA

‘Enquanto Isso em Wakanda’ estreia em Olinda como primeira prévia afropernambucana

‘Enquanto Isso em Wakanda’ estreia em Olinda como primeira prévia afropernambucana

'Enquanto Isso em Wakanda' estreia em Olinda (Foto: Reprodução/Instagram)

Publicado em Carnaval 2020 Eventos 13/02/2020 às 7:37

Abram as portas de Wakanda… mas dessa vez em Olinda. Pela primeira vez, as prévias carnavalescas de recebem uma festa afropernambucana para os foliões. Em outras palavras, o ‘Enquanto Isso em Wakanda‘, desembarca no Centro de Cultura Luiz Freira, no próximo sábado, 15.

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A prévia, que possui o tema ‘Afrofuturista‘, ressalta e incentiva o orgulho da população negra. Porém, como estamos falando de Carnaval, muita música e agito não pode faltar.

O line-up, inclusive, não deixa faltar nenhum ritmo obrigatório para a folia: vai das marcinhas, passa pela ciranda e pelo coco, rima com o rap, vibra pelo maracatu e movimenta o público com o brega.

Como se não bastasse, para valorizar o a cultura, desenvolvimento e criatividade do povo negro, o ‘Enquanto Isso em Wakanda’ recebe performances. Produtos desenvolvidos por afroempreendedores, além de alimentos afro-brasileiros, serão comercializados.

Os ingressos já estão à venda e o valor varia entre R$ 15 e R$ 50. Eles podem ser adquiridos através do Sympla. O ‘Enquanto Isso em Wakanda’ tem início às 16h.

Afrofuturismo

Mas afinal, o que é Afrofuturismo? E ‘Wakanda‘? Os dois termos se popularizaram após o lançamento da Marvel, ‘Pantera Negra,’ em 2018. O longa aborda questões sobre representatividade e união do povo negro; além do desenvolvimento científico, tecnológico, cultural e social.

Porém, o conceito de afrofuturismo vem muito antes de ‘Pantera Negra‘, que se passa em Wakanda. O termo e sua concepção surgiram por volta de 1993, por um crítico hamado Mark Dery.

Atualmente, é possível conceituar o afrofuturismo como um movimento estético, social e cultural, mas principalmente artístico. Nele, busca-se exaltar a população negra, além dos dilemas e contexto histórico como racismo e discriminação.

O diferencial é justamente abordar e exaltar esses discursos através de traços voltados à tecnologia ou à ficção científica. Em outras palavras, é uma forma de refletir e homenagear o passado para que se possa repensar o futuro.

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