CRIATIVO

Melk Z-da cria “penas de tecido” como alternativa às de aves; vestido foi usado no Baile da Vogue

Publicado em Moda 6/02/2020 às 18:41
Melk Z-da cria “penas de tecido” como alternativa às de aves; vestido foi usado no Baile da Vogue

Croqui do vestido "Voo das Araras", criado por Melk Z-da para Cybelle Luza ir ao Baile da Vogue 2020; pena de tecido desenvolvida pelo designer de moda - Fotos: Divulgação

Com acetato, musseline e resina, Melk Z-da confeccionou “penas de tecido” em alternativa às penas de aves. A criação é resultado de uma busca do designer de moda por uma solução para o uso excessivo de penas, algo que tem notado na indústria da moda, mundo afora, tanto nos desfiles prêt-à-porter quanto nos de alta-costura.

“A pena é uma proteção para o animal. Como é que ela é tirada?”, questiona Melk Z-da. “Não sei como serão tiradas… Pelo menos, não gostei dos vídeos a que eu assisti, e não quero compactuar com aquilo”, continua o designer, que tem a impressão de que, abominado o uso de pele animal, a pena tem servido de compensação.

Como faz?

Antes de produzir a própria pena, Melk Z-da pesquisou no mercado as sintéticas, que achou estranhas. A de tecido, que ele criou, leva um fio de acetato por dentro, como se fosse um tendão, para dar estrutura, e duas camadas de musseline, o tecido, que recebe uma resina fina para que seja picotado sem danos. O efeito resultou interessante, com a maleabilidade e delicadeza que se espera de uma pena.

“Num tempo em que a gente está buscando novas formas de trabalhar e revendo muita coisa que aprendeu, tem de buscar soluções para o que incomoda”, fala Melk, que fará um tutorial em vídeo para quem tiver interesse em replicar a técnica.

“Pena de tecido” no Baile da Vogue

A alternativa surgiu na confecção do vestido que a médica e influenciadora digital Cybelle Luza usou no Baile da Vogue 2020, sexta (7), no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. O vestido, batizado de “Voo das Araras”, está alinhado ao tema da festa de Carnaval, “Jardim das delícias – Uma noite de surrealismo tropical em ode ao Rio de Janeiro”.

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Publicado por
Romero Rafael

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