preconceito

Filho de Mauricio de Sousa, Mauro Sousa desabafa sobre ataques homofóbicos

Filho de Mauricio de Sousa, Mauro Sousa desabafa sobre ataques homofóbicos

Mauricio de Sousa e seu filho, Mauro Sousa (Foto: Reprodução/Instagram)

Publicado em Famosos internet 17/10/2019 às 8:21

Em um apelo para si quanto para a comunidade LGBTQI, o filho de Mauricio de Sousa, Mauro Sousa, postou um desabafo no seu Instagram na última quarta (17). Ele, que namora com o produtor Rafael Piccin, tem recebido ataques homofóbicos na internet e utilizou a rede social para pedir ajuda aos seus seguidores.

LEIA MAIS: Vida de Maurício de Sousa vai virar filme

“O caso é comigo, mas o foco não sou eu Este texto é, principalmente, um pedido de ajuda (ou um grito de socorro)”, iniciou Mauro Sousa. “Este texto é sobre os milhares de LGBTs por aí que não podem escrever, que sofrem calados, que morrem espancados na sarjeta como se fossem ratos. Se eu, com todo o suporte que tenho, sou atacado e ainda me abalo, imaginem a grande maioria desamparada que não têm ninguém?”. Na imagem, uma ilustração feita pela irmã, Marina Sousa, de três filhos de Mauricio de Sousa: Mauro, Marina e Mauricio, abraçados.

Ao longo do texto, Mauro Souza ainda descreve o conteúdo dos ataques que recebe constantemente. Além do argumento de que seu relacionamento com Rafael não é ‘natural’, os haters chegam a desejar que o diretor de espetáculos ‘apanhe de arame farpado’. Mauro utilizou o Instagram para falar sobre porque, segundo ele, é lá que também se sente acolhido pelos seguidores.

LEIA MAIS: Mamma Bruschetta apresenta namorado 47 anos mais jovem: “É um dos meus ‘crushes’”

View this post on Instagram

Este texto pode parecer sobre mim, mas não é. O caso é comigo, mas o foco não sou eu. Este texto é, principalmente, um pedido de ajuda (ou um grito de socorro) e ele não vem à toa. A vontade de escreve-lo apareceu por conta das dezenas de mensagens homofóbicas que recebo todos os dias por eu abordar o assunto LGBT, seja na minha vida pessoal ou no trabalho. E elas são muitas. Muitas mesmo. Há os preconceituosos indiretos, que se disfarçam de bem-intencionados com o discurso do ”É inadequado” ou do “Não é natural”, e há os bem diretos, desejando que eu “apanhe de arame farpado”. E não há pior, todos são intencionalmente cruéis – essa normalização da hostilidade me assusta demais. E como são escritos diretamente pra mim, querendo o meu mal, eu minto se disser que não me machuco sozinho. Meu primeiro impulso é recuar e apenas observar a barbárie acontecendo enquanto fico ali, perplexo, no meu “ensaio sobre a cegueira”. Mas eu tenho um escape, eu tenho o meu truque: eu posso escrever. Não que a intenção seja transformar minha rede social em um diário aberto ou um muro de lamentações (muito pelo contrário), mas é aqui que vou ser lido e acolhido por vocês, meus seguidores. Mesmo que virtualmente, vocês me reconfortam e me mantêm na trilha. E isso é bom. Mas como eu disse, este texto não é sobre mim. Este texto é sobre os milhares de LGBTs por aí que não podem escrever, que sofrem calados, que morrem espancados na sarjeta como se fossem ratos. Se eu, com todo o suporte que tenho, sou atacado e ainda me abalo, imaginem a grande maioria desamparada que não têm ninguém? Então, seguidores, o meu pedido é que, da mesma forma que vocês me ajudam, também se atentem às pessoas ao redor. Em especial, aos LGBTs ao seu redor. Sejam adultos ou crianças, eles podem estar precisando de um ombro amigo. E todos nós, mais do que nunca, estamos precisando nos dar as mãos e não soltar mais. ✏️: na ilustração da minha irmã @marinatakeda , estamos eu, ela e meu irmão @maurisousa_ , abraçados, protegidos, fortalecidos, como sempre estivemos e como todos devemos estar. #maisamor

A post shared by Mauro Sousa (@maurosousa) on

Compartilhe
Comentários