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“Bacurau” revela o ator recifense Thomás Aquino

“Bacurau” revela o ator recifense Thomás Aquino

Thomás Aquino - Foto: Vans Bumbeers / Divulgação

Publicado em Cinema 17/09/2019 às 8:00

Era uma segunda-feira quando Thomás Aquino, na casa do irmão em Curitiba, recebeu telefonema do preparador de elenco de “Bacurau”, Leonardo Lacca, para um teste. Na terça, já de volta a São Paulo, onde mora desde 2016, o ator enviou um vídeo-teste. Na quinta, soube que era dele o papel: Acácio, mais conhecido como Pacote. Na sexta, viajou para o Recife. No sábado, reuniu-se com os diretores, Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Na segunda-feira seguinte, uma semana depois do início dessa história, estava em Parelhas (RN), onde o filme foi gravado.

Num dos primeiros jantares, estava Thomás Aquino sentado à cabeça da mesa, tendo à direita Sonia Braga e à esquerda Udo Kier. “Eu não conseguia nem falar, porque era uma aula. ‘Tava’ trabalhando e, ao mesmo tempo, jantando com aquelas feras”, relembra com um encantamento que chega junto à voz, por telefone.

Thomás Aquino – Foto: Vans Bumbeers / Divulgação

Parece que Pacote estava escrito para Thomás Aquino, e que “Bacurau”, entre outros benefícios, iria revelá-lo. Nos palcos do teatro desde os 20 anos – hoje ele tem 33 -, o ator recifense integrou o grupo de teatro Quadro de Cena, até que, em 2014, se mudou para o Rio de Janeiro, por um papel no musical “Ópera do Malandro”, na remontagem de João Falcão. Com o diretor pernambucano radicado no Rio subiu aos palcos também nos musicais “Gonzagão – A Lenda” e “Gabriela”. Fez pequenas participações na TV (inclusive, “3%”, da Netflix, e “Treze Dias Longe do Sul”, da Globo) e no cinema (entre eles, “Tatuagem”)… até chegar “Bacurau”.

‘Tô’ muito feliz em fazer parte desse grito.
Principalmente no momento em que a gente está vivendo.”

O filme que já o levou a Cannes e a um sem-número de salas de cinema, no Brasil e mundo afora, abriu portas mais largas para a carreira. Antes mesmo que “Bacurau” estreasse, a convivência no set e o desempenho ao viver um tipo complexo – de práticas violentas e índole sob suspeita, mas que parece buscar alguma redenção -, credenciaram Thomás Aquino para trabalhos maiores. Ganhou seu primeiro protagonista, em “Curral”, filme gravado em Gravatá no ano passado, do pernambucano Marcelo Brennand; e também “Todos os Mortos”, de Caetano Gotardo e Marco Dutra. Ambos com previsão de estreia para o 1º semestre de 2020.

Agora, grava uma série para a Netflix. Que, por contrato, não pode falar muito: só que é dirigida por Esmir Filho, e que seu papel tem uma importante função para a trama. Em outubro, terá o novo filme de José Eduardo Belmonte, “A Espera”, para rodar no interior da Bahia – com Drica Moraes, Bianca Bin e Lázaro Ramos também no elenco. Ainda no interior baiano, gravará, ainda este semestre, o novo longa do realizador Aly Muritiba.

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Publicado por
Romero Rafael

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