Em Portugal, Lucélia Santos revela perseguição no Brasil e sugere boicote

Em Portugal, Lucélia Santos revela perseguição no Brasil e sugere boicote

Lucélia Santos / Foto: Reprodução/Internet

Publicado em Famosos Notas TV 3/07/2019 às 2:30

Em Portugal para filmar um novo folhetim ao lado do ator Edwin Luisi, seu par romântico na clássica novela A Escrava Isaura, de 1976, Lucélia Santos foi enfática durante uma entrevista para o programa Você na TV, da TVI, onde falou sobre a perseguição política que sofreu em seu próprio país nos últimos anos.

A atriz, de 62 anos, se diz preocupada com a atual situação econômica e parlamentar do Brasil. “Sou perseguida por isso há muitos anos. Eu sempre tive uma posição de esquerda, assumidamente. Sempre tive do lado dos trabalhadores e das populações mais afetadas…”, começou Lucélia, que não poupou críticas aos administradores do país.

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“É um retrocesso civilizatório, uma coisa inexplicável. Todo o dia no Brasil você acorda e acha que está vivendo um pesadelo. Só que você acorda e está dentro do pesadelo, porque ele não passa. E a cada dia as notícias vão piorando. É um desrespeito total às instituições, à constituição, inclusive. A grande meta no Brasil hoje é defender a democracia, que está frágil”, falou a atriz, indignada.

“A gente está debaixo das botas dos militares, inclusive com relação ao Supremo Tribunal Federal. Isso é uma crise institucional e quase constitucional. O país está completamente dividido desde 2013, desde que o Aécio Neves perdeu a eleição pra Dilma. Naquele momento, o país ficou dividido a metade”, disparou Lucélia.

Boicote

Um ávida defensora dos direitos ambientais, Santos fez questão de falar sobre o assunto durante o programa. “O Brasil é o país que tem o maior potencial ambiental do planeta hoje. Talvez junto com o continente africano e a Austrália. Nós temos a maior floresta tropical úmido do mundo, que é a Floresta Amazônica. E eles querem destruir tudo. Eu sou uma defensora da Amazônia há mais de 30 anos, dos bichos, da fauna, da flora e dos povos da floresta (seringueiros, caboclos, índios)”, disse.

Além disso, Lucélia sugeriu que os portugueses boicotassem os destruidores de meios ambientes. “Acho que vocês podem nos ajudar. Tem que boicotar todos os que querem destruir a floresta: as empresas, os produtos. Não comprar mais. Isso é uma forma séria de dar um basta. Esse produto está comprometido com a destruição da floresta, que implica na destruição do clima, da humanidade… boicota, rompe contrato, não compra. Essa é a única linguagem que se pode entender porque é a linguagem do capital”, finalizou.

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Publicado por
Igor Guaraná

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