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20/05/19
Looks monocromáticos da Baba, da coleção
Looks monocromáticos da Baba, da coleção "No meu tempo", apresentada no DFB 2019 - Foto: Roberta Braga e Chico Gomes / Divulgação

Baba diverte com sua moda anos 90 e leva livros para a passarela

Publicado por Romero Rafael em Galerias às 20:03

Fortaleza – A estreante Baba, com direção criativa de Gabriel Baquit e direção de estilo de Marina Bitu, fez estreia – no mercado e na passarela – na 20ª edição do Dragão Fashion Brasil, o DFB Festival, que rolou de 15 a 18, no Aterro da Praia de Iracema. Foi uma estreia com pé direito, no sábado (18), tendo feito, provavelmente, o desfile mais ovacionado da temporada. “No meu tempo”, a coleção, reflete sobre o tempo na moda e em nós, de forma divertida, com memória e afeto.

Totalmente anos 90, a coleção propõe que a gente viaje ao passado, para nos situarmos no presente, e então nos colocarmos para o futuro. Entre as artes que Sapateiro Alves (um senhor sapateiro e artista urbano à la Gentileza) criou para a marca, uma com o nome da coleção faz a gente pensar sobre o que queremos – e não temos – quando dizemos “no meu tempo”, romantizando o passado. Ao mesmo tempo em que lembra que o tempo é agora.

As cores primárias, os looks monocromáticos e as modelagens (tipo as camisas de ombro descolado) entram em sintonia com o revival dos anos 90 em que a moda anda se metendo.

O acabamento das peças, de botões a alinhavos, são detalhes que dão um charme cool. Alguns tecidos têm as sílabas ba-ba bordadas, criando uma textura, numa logomania bonita: autêntica e não egomaníaca. O resultado é uma coleção toda linda e desejável.

Para quem viveu em Fortaleza nos anos 90 há ainda mais significados – a cajuína São Geraldo, a pipoca Luiza e os comerciais da Policar, familiares por lá, estão nas roupas.

Livros na passarela

A Baba também fez seu protesto, ao levar quatro convidados out-moda para desfilarem com livros em mãos. Entraram na passarela “Ninguém solta a mão de ninguém”, um compilado de textos sobre o Brasil, hoje, organizado por Tainã Bispo; além de “Um país chamado favela”, de Renato Meirelles e Celso Athayde; “O que o sol faz com as flores”, da poetisa indiana e feminista Rupi Kaur; “A ascensão da classe criativa”, de Richard Florida; e o best seller “A coragem de ser imperfeito”, de Brené Brown.

Veja galeria

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*Repórter viajou a convite do DFB Festival



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