J. Borges estampa verão da Rush; marca investe na asa-delta e diversidade de peças

J. Borges estampa verão da Rush; marca investe na asa-delta e diversidade de peças

Foto: Louise Vas / Divulgação

Publicado em Moda 24/09/2018 às 5:14

A Passarada de J. Borges voará para a praia, para a piscina e para onde mais houver sol e água, no verão que a gente, no Nordeste, já sente. Ela estampará, inclusive, peças asa-delta, modelagem ‘cavadona’ que foi sucesso nos anos 80 e volta a valer, em biquínis e maiôs, deixando a silhueta da mulher mais longa, acompanhando as curvas do corpo.

Além da revoada de pássaros – que é um ícone da obra do xilogravurista bezerrense –, outras duas figuras do universo criativo do artista vão chegar à moda, nesta temporada: a sereia e o bicho de sete cabeças, em versões criadas por ele junto à Rush, grife recifense comandada por Shirley, Catherine e Louise Vas.

Fotos: Louise Vas / Divulgação

Para se alinhar à moda praia, J. Borges fez um intercâmbio em via de mão dupla: numa estampa, levou a sereia para o Agreste/Sertão; e na outra, inseriu seu bicho de sete cabeças no Litoral.

A “Coleção Especial por J. Borges” é uma continuidade da intenção da marca em imprimir no vestuário a arte de pernambucanos – o último havia sido Francisco Brennand; e antes dele, Dani Acioli, Bel Andrade Lima, Manoel Quitério… Similar à linha feita a partir da obra de Brennand, as estampas de Borges estarão em biquínis e maiôs (em tamanhos que não excluem os corpos diversos), sungas e bermudas, bodies e saídas de praia, camisas de algodão com botões… peças variadas. Na última semana, mesmo, Fátima Bernardes apareceu vestindo saia da Rush que reproduz painel de FB.

A arte de Borges será transportada para a roupa por meio de impressão digital – no caso das estampas “A Sereia no Sertão” e “O Bicho de Sete Cabeças” – e também por técnica mista, artesanal e industrial – no caso de “A Passarada”. Essa última é aplicada sobre jacquard; como se o tecido em alto-relevo fosse um suporte alternativo ao papel, plataforma onde o xilogravurista deixa registrados os traços talhados na madeira.

Detalhe do jacquard estampado com “A Passarada”

Estampa “O Bicho de Sete Cabeças”

Modelagens
Se os maiôs e a parte de baixo dos biquínis, ao invés de vestirem rentes ao quadril, sobem até a cintura, a parte de cima perde o bojo. A tendência reza que o busto da pessoa defina o top.

Para os homens, virão sungas com laterais mais estreitas, que nem dita a moda agora, mas também largas, como ainda prefere a maioria dos recifenses. Já as bermudas subiram um pouco, colocando-se na altura média das coxas. Tanto elas quanto as camisas de algodão, aliás, funcionam como peças agênero, para elas e eles. Lançamento em outubro.

AHHH… Aproveite e conheça melhor (ou mais de…) J. Borges no nosso especial “Um artista entalhado na xilogravura”

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Publicado por
Romero Rafael

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