publicidade
24/08/18
"Santo Genet e as Flores da Argélia" - Foto: Li Buarque / Divulgação

Peça “Santo Genet e as Flores da Argélia” faz minitemporada no fim de semana

Publicado por Romero Rafael em Teatro às 17:00

O Grupo Cênico Calabouço volta ao Teatro Hermilo Borba Filho com a peça Santo Genet e as Flores da Argélia, desta sexta (24) até domingo (26). Baseada no livro Diário de um Ladrão, romance autobiográfico do escritor francês Jean Genet, ambientado nas noites do baixo mundo parisiense, esta montagem é adaptada às nossas marginalizações, sobretudo, no que tangem às questões (e violências) relacionadas a identidade de gênero e sexualidade.

Foto: Li Buarque / Divulgação

No primeiro ato, os atores – como Genets de hoje – contam, um a um, histórias da infância. A maioria trata das primeiras experiências sexuais. Sinalizam para a carência ou precariedade de educação sexual na formação. Apontam para hipocrisia: a sociedade (as famílias) que hipersexualiza crianças, quando ensina que corpo nu é sinônimo de sexo, ou quando incentiva relacionamentos infantis, é a mesma sociedade que, mais tarde, tolhe a vivência da sexualidade; aponta e marginaliza.

Debates importantes de nosso tempo, como o que é ser homem?, o que é ser mulher? e o intersexo, também vão ao palco. Um dos atores/personagens relata o bullying por gostar de As Quatro Estações, de Sandy e Júnior; outro sofria porque se emocionava com a nave de Xuxa chegando ao som de Lua de Cristal… Tudo que não seja normatizado é motivo para marginalizar.

Foto: Li Buarque / Divulgação

Com dramaturgia de Breno Fittipaldi, Santo Genet e as Flores da Argélia vale ser vista de cabeça aberta, olhos vivos e ouvidos atentos. É uma montagem de alma jovem, feita por jovens sem meios-termos; jovens atores ainda desabrochando, mas já comprometidos com os personagens de forma que, às vezes, são representações ou são eles mesmos?

Nesta sexta (24) e sábado (25) às 19h; domingo, às 18h. Os ingressos custam R$ 30 e R$ 15 (meia).

FICHA TÉCNICA
Elenco – Alcides Córdova, Amanda Spacca, André Xavier, Binha Lemos, Diôgo Sant’ana, Giovanni Ferreira, Inaldo Lima, Fábio Alves, Lucas Ferr, Marcos Pergentino e Shica Farias
Dramaturgia, encenação e sonoplastia: Breno Fittipaldi
Assistentes de encenação: Alcides Córdova, Hypólito Patzdorf e Nelson Lafayette
Preparação corporal: Hálison Santana e Hypolito Patzdorf
Preparação vocal e execução de sonoplastia: Nelson Lafayette
Preparação vocal e direção musical: Lucas Ferr
Assistentes de direção musical: Giovanni Ferreira
Figurino: Paulo Pinheiro
Assistente de figurino: Binha Lemos
Calçado: Jailson Marcos
Maquiagem: Vinícius Vieira
Assistente de maquiagem: Pétala Felix
Iluminação: Dara Duarte
Execução de luz: Alírio Assunção
Identidade visual / Plano de mídia artística: Alberto Saulo, Alcides Córdova e William Oliveira
Fotografias: Li Buarque
Ações formativas: Alberon Lemos
Equipe de apoio: Helen Calucsi, Lorenna Rocha, Paulo César Pereira, Pétala Felix, Rafael Motta
Produção executiva: Alcides Córdova e Binha Lemos
Produção geral: Grupo Cênico Calabouço



FECHAR