Conheça Marcello Bosschar, pernambucano que atua na direção de atores de “Deus Salve o Rei”

Conheça Marcello Bosschar, pernambucano que atua na direção de atores de “Deus Salve o Rei”

Marcello Bosschar entre as atrizes Marina Ruy Barbosa e Marina Moschen, de "Deus Salve o Rei" - Foto: Divulgação

Publicado em Gente 8/07/2018 às 4:00

Marcello Bosschar não é nome nem rosto familiar à gente, mas o recifense é um especialista na atuação – dedica-se ao ofício já há 30 anos! Formado pela Escola de Cinema e Teatro de Copenhague, o ator e diretor pavimentou bom trecho da carreira na escola dinamarquesa, onde lecionou por 17 anos. Agora, de volta ao Brasil, ele dirige a peça A Guerra não Tem Rosto de Mulher (da Nobel bielorrussa Svetlana Aleksiévitch, em cartaz há um ano no Teatro dos Quatro, no Rio), também acabou de preparar o elenco do filme Intervenção (com Marcos Palmeira e Bianca Comparato, tem roteiro de Rodrigo Pimentel, de Tropa de Elite); e ainda cuida da direção de atores da novela Deus Salve o Rei e de estrelas que são suas clientes, como Tatá Werneck. Ele se apresentou à gente, e a gente o apresenta:

Trio de pernambucanos: os atores Marco Nanini e Walter Breda, de “Deus Salve o Rei”, com Marcello Bosschar – Foto: Divulgação

Bosschar, há pouco tempo que a gente ouve falar sobre a figura do preparador de elenco, no Brasil.
É interessante essa pergunta… Internacionalmente falando, não existe um ator que não passe por preparação [em 2002, quando ganhou o Oscar, Halle Berry agradeceu à sua preparadora, Ivana Chubbuck]. A gente está ficando mais habituado agora – inclusive os diretores de cena, que têm milhões de coisas em que focar, da luz ao som, toda a técnica, e que nem sempre são especialistas em atuação. A direção de atores é, exclusivamente, para a atuação, e então o ator começou a perceber o quanto é importante. Antes, havia até vergonha, mas hoje há um status em dizer ‘eu tenho meu preparador’.

Por que é importante?
O ator não pode descobrir a cena enquanto grava. O tempo de estúdio é caro – são oito horas e 20, 30, cenas. No set tem pouco espaço para errar. A Tatá [Werneck] tem uma capacidade maravilhosa, mas – as pessoas não sabem – ela trabalha arduamente cada cena; explora, em casa, cinco propostas para uma mesma cena… porque é o espaço de erro, de acerto e pesquisa.

Quem mais você prepara?
A Ingrid Guimarães. Com a Elvira [personagem de Novo Mundo] descobriram que ela podia ir além daquele registro de humor a que estavam acostumados a vê-la.

Os atores André Ramiro e Marcos Palmeira, de “Intervenção”, com Bosschar – Foto: Divulgação

Você está a serviço dos atores de Deus Salve o Rei, dirige a peça A Guerra não Tem Rosto de Mulher e preparou atores para o filme Intervenção. E o Recife?
Eu não queria mais voltar ao Brasil como turista. Queria trabalhar! Então, celebro por estar na TV, no teatro e cinema… Foi um presente encontrar três portas abertas. Tenho vontade de voltar ao Recife, quando a novela acabar, para encontrar a galera jovem que está a fim de aprender. Que seja para trocas, para reciclar, porque eu odeio ficar de turismo na minha terra.

No Brasil

Entre os trabalhos de Marcello Bosschar no País estão a peça O Ano do Coelho, de 2001, escrita por ele e encenada no Recife pela companhia Desculpa Cacilda, da qual fazia parte. Fora da capital pernambucana, passou pelo Centro de Pesquisa Teatral, o CPT, do diretor paulista Antunes Filho, entre outras companhias de teatro.

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Publicado por
Romero Rafael

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