“Aquarius” não levou a Palma de Ouro

“Aquarius” não levou a Palma de Ouro

Sônia Braga com Kleber Mendonça Filho em Cannes

Publicado em Cinema 22/05/2016 às 4:55

O filme Aquarius, do pernambucano Kleber Mendonça Filho era um dos favoritos a levar para casa a Palma de Ouro do Festival de Cannes, mas não foi dessa vez que o troféu pisará em terras nordestinas. O que não dimiuiu nem um pouco o orgulho de termos um nome “nosso” na disputa. A indicação do longa por si só já nos trouxe orgulho tremendo e prova de que aqui se faz cinema de qualidade. Quem levou a melhor nessa 69ª edição do Festival  foi o filme I, Daniel Blake, do diretor Ken Loach. A premiação aocnteceu neste domingo (22).

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O diretor Ken Loach

Já Sônia Braga, bastante elogiada por sua atuação como protagonista de Aquarius, não recebeu o prêmo de melhor atriz, ganho pela filipina Jaclyn Jose, pelo longa Ma’Rosa.  Em sua págian do Facebook, Kleber Mendonça agradeceu a torcida. “Prêmios não são matemáticos, por mais que a imprensa, a crítica e cinéfilos defendam seus filmes amados. Fica uma experiência intensa de repercussão, imprensa espetacular, discussão emotiva e política em torno do filme e do Brasil, do amor e da história. E esse filme pernambucano em parceria com a França e rodado na praia do Pina começa uma longa carreira até agora programada em 18 países (Sydney Australia daqui a 2 semanas). E começa também o percurso até o Brasil, em especial ao Recife. Obrigado a todos! “, falou.

O vencedor da Palma de Ouro conta a história de Daniel Blake, um marceneiro inglês que, aos 59 anos, sofre um ataque do coração no meio do trabalho e quase morre.Às voltas para se desvencilhar da burocracia e conseguir auxílio do governo pela primeira vez em sua vida, Blake se envolve Katie. Mãe solteira de duas crianças, Daisy e Dylan, a mulher topa se abrigar na casa dele para fugir das condições precárias de moradia em que se encontrava.

A filipina Jaclyn Jose levou o prêmio de melhor atriz

A filipina Jaclyn Jose levou o prêmio de melhor atriz

Os outros brasileiros concorrendo se saíram melhor. No sábado (21), o documentário Cinema Novo, de Eryk Rocha, ganhou o Olho de Ouro do Festival de Cannes. O filme trata do movimento cinematográfico nascido no Brasil que revolucionou a criação artíticas nos anos 1960 e 1970.

O filme, de 90 minutos, é um ensaio poético sobre o movimento cinematográfico, e inclui trechos de filmes da época e depoimentos de seus principais expoentes, como Nelson Pereira do Santos, Leon Hirszman, Joaquim Pedro de Andrade, Ruy Guerra, Walter Lima Jr., Paulo César Saraceni e Glauber Rocha, pai do realizador.

Outro representante do Brasil no 69º Festival de Cannes, A moça que dançou com o diabo , que concorria na categoria de curta-metragem, não ganhou o prêmio principal, mas ganhou uma distinção do júri.

Com duração de 14 minutos, o curta dirigido por João Paulo Miranda Maria é inspirado em uma lenda urbana de São Carlos (SP): a história de uma garota de família religiosa que, na noie de Sexta-feira da Paixão, dança com um forasteiro que mais tarde revela ser o diabo.

Veja abaixo a lista dos ganhadores desta edição:

Grande Prêmio:

Xavier Dolan recebeu o Grande Prêmio por “Juste la Fin du Monde” na 69ª edição do Festival de Cannes.

Melhor Diretor:

Olivier Assayas recebeu o prêmio de melhor diretor “Personal Shopper”, estrelado por Kristen Stewart.
na 69ª edição do Festival de Cannes.

Melhor Roteiro:

Asghar Farhadi recebeu o prêmio de melhor roteiro por “Foushande” na 69ª edição do Festival de Cannes.

Prêmio do Júri:

A diretora Andrea Arnold recebeu o prêmio do Júri por “American Honey” na 69ª edição do Festival de Cannes.

Melhor ator:

O iraniano Shahab Hosseini recebe o prêmio de melhor ator por “Forushande” da 69ª edição do Festival de Cannes.

Melhor atriz:

A filipina Jaclyn Jose recebeu o prêmio de melhor atriz por “Ma’Rosa” na 69ª edição do Festival de Cannes.

Curta Metragem:

Juanjo Gimenez, diretor de ‘Timecode’, recebe o prêmio de melhor curta-metragem da 69ª edição do Festival de Cannes. Câmera de Ouro

Documentário:

O documentário “Cinema Novo”, de Eryk Rocha, sobre o movimento cinematográfico nascido no Brasil que revolucionou a criação artíticas nos anos 1960 e 1970, já havia sido anunciado o ganhador neste sábado (21) o “Olho de Ouro” do Festival de Cannes.

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Publicado por
Anneliese Pires

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