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15/10/19
Karina Rodrigues (Criptogirl) além de jogar o League of Legends também transformou a prática em trabalho com lives diárias sobre o jogo
Karina Rodrigues (Criptogirl) além de jogar o League of Legends também transformou a prática em trabalho com lives diárias sobre o jogo

Com prós e contras, League of Legends completa uma década

15 / out
Publicado por Larissa Lira em Games às 17:45

No próximo dia 27 de outubro, o jogo League of Legends (LoL) completa 10 anos de lançamento. O game consagrou-se como um dos mais populares do mundo e há uma década acumula, de acordo com Riot Games, 100 milhões de jogadores por mês.

Nesses números está a comunicóloga Karina Rodrigues, 33 anos, conhecida no jogo como Criptogirl. Há dois anos, ela transformou a prática em um trabalho, já que faz lives diárias sobre o LoL. Na posição ad carrys (atirador), ela chega a passar cerca de 6 a 8 horas jogando; e não esconde o apreço pelo game, pois carrega as personagens tatuadas em sua pele.

Karina tem as personagens Xayah, Rakan e Miss fortune tatuadas no braço

Para ela, dentre os benefícios do jogo o principal é o trabalho em equipe. “Se você não aprende a trabalhar dessa forma, não sai do lugar”. Quem concorda com esse ponto é o Dylan Gabriel, 21, conhecido no game como Vladteps. Há seis anos no universo LoL, ele relembra que essa é uma qualidade que foi melhorada com o tempo. “Hoje em dia o jogo é atualizado semanalmente pra criar desequilíbrio em algumas partes e equilíbrio em outras. Assim, faz com que a participação como equipe seja muito mais forte”.

Mas não é só nisso que o jogo se destaca. De acordo com Wandington Lima (Mamuscaah), 21, o jogo também aguça alguns sentidos como raciocínio rápido, reflexo e estratégia. No entanto, o League of Legends não traz só benefícios. Jogando seis horas por dia há cinco anos, Wandington revela que o jogo afeta uma área bem importante para qualquer ser humano: o sono. “Jogo quando chego do trabalho, então meu horário para jogar é de 23h às 5h, normalmente. Compenso dormindo pela manhã, mas ainda assim meu sono fica desregulado”, revela.

Outro ponto negativo, segundo a jogadora Alinne Costa (Fionna), 21, é o machismo dentro do jogo. “Muitos não aceitam que uma mulher esteja na liga ouro e jogue bem. Além de que, geralmente, elas jogam como support, campeões que ajudam, mas que não influenciam ou aparecem muito no game. Outro exemplo também é chamar a jogadora de Elojob, que é quando alguém paga para outra pessoa jogar em seu lugar”, opina. Ainda assim, ela também destaca os pontos positivos. “Conhecemos muita gente dentro do jogo, fazemos muitas amizades e ele começa a virar parte da sua vida e rotina”, completa Alinne, que também joga todos os dias por seis horas e está na categoria ouro. Uma dessas amizades é o Wandington (Mamuscaah) parceiro diário de Duo, modo do jogo que você escolhe um amigo para jogar a mesma partida.

Alinne (fionna) é elo ouro e pretende, até o fim do mês, chegar na platina

Números 

Com prós e contras como todo jogo, o League of Legends reúne uma legião de players e, mesmo após 10 anos, ainda faz sucesso e continua no topo das tabelas. De acordo com a NewZoo, empresa de análise de mercado, LoL foi a produção para computador mais jogada em setembro de 2019. O levantamento leva em consideração 42 países, incluindo o Brasil. A mesma empresa aponta que em agosto o jogo da Riot Games foi o mais assistido no mundo na plataforma Twitch. Foram mais de 69,7 milhões de horas de gameplay assistidos por jogadores no período.


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