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10/07/18
Google/YouTube
Google/YouTube

YouTube quer diminuir impacto de vídeos sensacionalistas

10 / jul
Publicado por Renato Mota em Redes sociais às 14:02

O combate à desinformação online (apelidada de ‘fake news’) chegou ao YouTube. A Google fez um post no blog oficial da plataforma para anunciar que tomará medidas para diminuir o impacto de vídeos sensacionalistas e prover o usuário com mais contexto sobre as informações que busca na rede.

A ideia é inserir no topo das buscas por vídeos sobre acontecimentos recentes (e que são alvos frequentes de ‘fake news’ e de teorias da conspiração), links com informações mais detalhadas e apuradas sobre os fatos. Será o fim dos vídeos sobre a ‘Terra Plana’?

“Acreditamos que os usuários devem ser capazes fazer seus próprios julgamentos sobre as informações que consomem. A partir de hoje, os usuários começarão a ver informações de terceiros, incluindo a Wikipédia e a Encyclopædia Britannica, além de vídeos sobre um pequeno número de tópicos históricos e científicos bem estabelecidos que foram frequentemente desinformados, como o pouso na Lua e o atentado em Oklahoma”, explicam no post Neal Mohan, diretor de produtos e Robert Kyncl, diretor de negócios da Google.

Essa é uma das ações vinculadas ao Google News Initiative (GNI), um programa da empresa criado para “ajudar o jornalismo a prosperar na era digital”. Além dos links na busca de temas estabelecidos – mas tradicionalmente alvo de “refutações” – o YouTube nos EUA passará a linkar com matérias de veículos parceiros os vídeos sobre eventos que estão acontecendo em tempo real.

“Após um evento de notícias de última hora, leva tempo para verificar, produzir e publicar vídeos de alta qualidade. Os jornalistas costumam escrever artigos primeiro para dar as notícias, em vez de produzir vídeos. É por isso que nas próximas semanas nos EUA começaremos a fornecer uma breve antevisão de artigos de notícias nos resultados de pesquisa no YouTube que apontam para o artigo completo durante as primeiras horas de um grande evento, juntamente com um lembrete de que tudo pode mudar rapidamente”, afirma o post.

Nos países onde as parcerias com veículos de jornalismo já funcionam (EUA, Reino Unido, França, Itália, Japão, Índia, México, África do Sul, Nigéria e Brasil), vídeos dos parceiros ficarão no topo das buscas sobre notícias de última hora,  diretamente na página inicial do YouTube.


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