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11/03/18
Para entender o que é a impressão 4D. Imagem extraída do blog All3D.com
Para entender o que é a impressão 4D. Imagem extraída do blog All3D.com

Painel na SXSW mostra aplicações práticas da impressão em 4D

11 / mar
Publicado por Maria Luiza em INOVAÇÃO às 10:05

A revolução que vai proporcionar a impressão 3D ainda nem é uma realidade acessível, mas os cientistas já estão estudando as aplicações práticas da próxima geração da impressão, chamada de 4D. Nesse universo, os objetos, após impressos em 3D, têm a possibilidade de mudar de forma. Um painel sobre o tema reuniu, no festival South by Southwest (SXSW), em Austin, no Texas, pesquisadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology) e do Instituto de Tecnologia em Arquitetura (ITA) de Zurick, na Suíça.

Skylar Tibbits, co-diretor do Laboratório de Auto-montagem do MIT, explicou que tem pesquisado vários materiais e conseguido bons resultados. Madeira, papel, pedra, impressão dentro de meio gelatinoso… São várias possibilidades e com resultados promissores. Tibbits mostrou uma mesa que vira estante (desenvolvida para atender às necessidades de um chef de cozinha), uma bolsa flexível impressa em silicone e até uma escultura em pedra/corda que pode ser decomposta a partir das amarrações feitas.

Impressão 4D: bolsa impressa em silicone no meio gel (MIT)

O designer de produto Christophe Guberan, suíço que trabalha em parceria com o MIT, consegue atingir a mudança de formato de maneira bem simples. Usando impressoras comuns, carregadas com água em vez de tinta. Com os traços pré-estudados, ele consegue fazer o papel, após impresso, mudar completamente de forma. Uma técnica com possibilidade ser aplicada em vários setores – Guberan disse que já está pesquisando para a indústria de calçados a possibilidade de “imprimir” a parte superior dos sapatos.

 

Impressão de papel com água. Técnica simples que pode ser aplicada em outros materiais

 

Testes de impressão que estão sendo feitos na indústria de calçados

 

Economia

A grande aposta é que esse tipo de tecnologia vai reduzir praticamente a zero o desperdício de material e, com o tempo, até permitir uma produção mais rápida. Benjamin Dillenburguer, professor assistente do ITA, de Zurich, vê enormes possibilidades para a indústria da construção civil. “Se olharmos uma construção de hoje em dia, ela não difere muito do que acontecia há cem anos.  O  uso da tecnologia vai permitir que o desperdício acabe e que as possibilidades de variações de forma sobre um mesmo material se multipliquem.”, aposta.

 

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