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01/12/17
Protótipo do Sobe Frevo; SoftexRecife/Divulgação
Protótipo do Sobe Frevo; SoftexRecife/Divulgação

[REC’n’Play] – Computação cognitiva e inteligência artificial a serviço do frevo

01 / dez
Publicado por Letícia Saturnino em INOVAÇÃO às 14:00

O projeto “A Voz da Arte”, desenvolvido pelo pessoal da IBM para a Pinacoteca de São Paulo utiliza a capacidade de computação cognitiva do Watson para dar vida às obras do museu, incentivando os visitantes a “conversar” com as pinturas e aprender diretamente delas.

A iniciativa é uma impressionante demonstração do que a inteligência artificial pode fazer – e tem um “primo” sendo desenvolvido aqui no Recife. Mas no caso, não foi criada uma aplicação, mas três: Sobe Frevo, Roteiro Afetivo e Batuta. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a IBM e o SoftexRecife, que coordenou os trabalhos voluntários de 15 empresas locais de tecnologia e uma ICT.

O local selecionado para abrigar o desenvolvimento e prototipagem das soluções tecnológicas foi o Paço do Frevo e a apresentação do projeto está rolando durante o festival REC’n’Play. A proposta das soluções é fazer com que as pessoas entenderem ou até mesmo sentirem as emoções do Carnaval mesmo dentro das paredes do museu. O desenvolvimento das soluções ficou a cargo do CESAR, Pitang, Procenge, RH3, In Forma, Corptech, Facilit, Neurotech, Cmtech, Inhalt, Serttel, Avantia, Qualinfo, Pluri, DataXpert, e Teleport.

Laboratório de programação. SoftexRecife/Divulgação

Uma das aplicações pode ser baixada no celular ou tablet: o Roteiro Afetivo personaliza a visita dentro do Paço do Frevo. Uma assistente virtual guia os visitantes em três ambientes determinados. A Freviana, como foi batizada, utiliza aplicações de inteligência artificial para conduzir os usuários às vivências fazendo perguntas e apresentando informações. O diálogo acontece por voz e texto. Ao final do passeio, os participantes ainda ganham um estandarte virtual, de acordo com seu perfil e experiências vividas para compartilhar nas redes sociais.

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O Sobe Frevo foi feito para ajudar quem está contando dos dias para a chegada do carnaval e não aguenta ficar longe tanto tempo das ladeiras de Olinda. A solução transformou o elevador do museu num bloco de frevo, com direito a pessoas próximas, pouco espaço e muita música (mas sem pulo, afinal é um elevador). O sistema de iluminação colorido e um equipamento com sensores e câmera acoplado, que são responsáveis por capitar a imagem do grupo, reconhecer o perfil de pessoas e gerar um conteúdo visual e sonoro apropriado. Para ninguém ficar em pânico, experiência não ultrapassa quatro segundos.

Prototipação do Batuta. SoftexRecife/Divulgação

Por último, o Batuta quer criar o primeiro frevo composto pelo uso de inteligência artificial. Através de ações na internet, o público é levado a entrar no site da solução e responder a um quiz. A plataforma também propõe ao internauta a experiência de fazer uma análise do seu perfil por meio das redes sociais e descobrir um frevo que seja mais próxima de sua personalidade. Ao final, o participante é convidado a conhecer uma sala especial do Paço do Frevo, onde poderá interagir com um frevo “tecnológico” ao movimentar objetos musicais reproduzidos em madeira.


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