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06/10/17
Apresentação do REC'n'Play. Foto: Léo Caldas
Apresentação do REC'n'Play. Foto: Léo Caldas

REC’n’Play transformará o Bairro do Recife em laboratório de experiências digitais criativas

06 / out
Publicado por Letícia Saturnino em Emprendedorismo às 16:58

Conhecimento, inovação, criatividade e talento – tudo junto e misturado, por quatro dias, no Bairro do Recife. De 30/11 a 3/12, o Porto Digital, em parceria com a Ampla Comunicação e o Grupo Duca, com  patrocínio da Prefeitura da Cidade do Recife e Governo de Pernambuco e apoio do Sebrae, irá realizar o Rec’n’Play, um festival de inovação e o empreendedorismo, que unirá arte, cultura, ciência e tecnologia.

“O festival vai trabalhar as mais diversas áreas, entre elas, games, cidades sustentáveis e inteligentes, robótica e internet das coisas”, explica o presidente do Porto Digital, Francisco Saboya. O Rec’n’Play foi formatado para acontecer em diversos polos no Recife Antigo – internos e externos – com atividades simultâneas e sequenciais.

A ideia é gerar novos vínculos entre os participantes e a cidade, em cinco pilares: Games; Economia Criativa; Cidades Inteligentes & Sustentabilidade; IoT, Robótica e Fabricação Digital; e Tecnologia da Informação e Comunicação. “O objetivo é conectar a cidade com ela própria, e conectar o Recife com outras cidades. É um novo formato de experiências, onde a gente crie um ambiente de interação orgânica baseado em trilhas e percursos de conhecimento”, conta Silvio Meira, presidente do Conselho do Porto Digital.

‘North by Northeast’

A inspiração são outros festivais semelhantes que acontecem pelo mundo, principalmente o South by Southwest, de Austin (EUA), que também mistura Economia Criativa, Tecnologia e Empreendedorismo e, em 2017, gerou um impacto econômico de US$ 348 milhões para a capital do Texas. “Claro que não adianta copiar uma fórmula e trazer para cá, não funciona dessa maneira. Temos que adaptar. Queremos fazer o ‘North by Northeast'”, brinca o produtor executivo do Rec’n’Play, Ugo Portela.

Cada “trilha” terá atividades que podem ser do campo da educação, entretenimento e negócios – mas que irão dialogar entre si. A ideia é que não haja eventos isolados, mas um conjunto amplo potencializado pela interação. Entre os locais que receberão atividades estão a Jump, Apolo Beer Café, Softex Recife, Paço do Frevo, Centro Cultural Correios, Paço Alfândega e ruas e praças do Recife Antigo. A programação completa pode ser acessada no site do evento.

Silvio Meira fala na apresentação do REC’n’Play. Foto: Léo Caldas

Parte da programação será aberta e gratuita (as que acontecem em espaços públicos) e para a outra parte será cobrada uma entrada, que pode ser por dia (R$ 39,90 a meia-entrada, R$ 49,90 o ingresso social e R$ 79,80 a inteira) ou um passe para os quatro dias do Rec’n’Play (R$ 119,90 a meia-entrada, R$ 124,90 o ingresso social e R$ 239,80 a inteira). Pequenos e micro empresários podem adquirir a “Entrada Sebrae”, com preço diferenciado.

“A população que vier ao bairro participar dessa experiência de quatro dias consumirá a cidade de forma intensa. Queremos estimular ao máximo a criatividade, a inovação e as experiências digitais num ambiente lúdico e ao mesmo tempo comprometido em melhorar o espaço em que vivemos”, explica Ugo Portela.

Meira e o prefeito Geraldo Julio. Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR

Turismo

Muito além de ser um “showroom” do que vem sendo produzido na cidade, o festival Rec’n’Play pretende inserir o Recife na rota do turismo da criatividade e tecnologia. “A cidade já é referência internacional na área de tecnologia, não estamos ‘forçando a barra nisso’. Queremos aproveitar uma vocação natural do Recife para estimular a interação entre profissionais de diversas áreas, deixando um legado para a população”, afirma o prefeito Geraldo Julio.

A programação do festival irá incluir palestras, workshops, hackathons, torneios de eSports e shows musicais, entre outros eventos – que já somam mais de 150. “Mas não posso dizer que a programação está fechada. Até a véspera, algo mais pode ser incluído. Na verdade, até no mesmo dia uma coisa nova pode surgir”, conta Portela, que espera ainda que outras atividades relacionadas ao Rec’n’Play aconteçam ao longo do ano. “E no ano que vem, esse feedback pode retroalimentar a programação de 2018, e assim vai”, completa.


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