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17/08/15

Jovens internos da Funase concluem primeiro curso de robótica

17 / ago
Publicado por Letícia Saturnino em INOVAÇÃO às 13:00

Divulgação.
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A robótica está sendo usada como uma ótima alternativa de transformação. O exemplo vem de Jaboatão dos Guararapes, na Grande Recife. 41 Adolescentes em cumprimento de medida no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case), unidade da Funase, receberão certificados do primeiro módulo do curso de robótica.

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A ação foi feita por uma parceria da Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude (SDSCJ) com a empresa Teleport. O curso iniciou no mês de abril e foi ministrado pelos instrutores Luciano Sá Leitão e Higino Filho. O primeiro dos três módulos contemplou aulas de introdução à robótica, robótica com eletrônica e mecatrônica. No final do mês de junho foi realizada a prova final do curso, cujo desafio era realizar a construção de um braço hidráulico com a utilização de materiais simples, como seringas plásticas descartáveis e papelão.

Todos conseguiram êxito. “O que nos deixou mais satisfeito foi que todos se ajudaram no dia da prova final. Lançamos o desafio de construir o braço hidráulico e eles começaram a se ajudar”, disse o professor Sá Leitão, por e-mail. “Todos prestaram bastante atenção durante todo o curso. Para a gente foi bastante gratificante ministrar essas aulas. Acreditamos que os próximos módulos também vai dar tudo certo”.

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Projetos como esse do Case de Jaboatão mostra a importância de alternativas para jovens infratores. E traz sentido ao termo “ressocialização”. Além disso, a robótica tem se mostrado estratégica como motor da inovação na educação básica tanto em escolas público como privadas. Pernambuco tem tradição em premiações estudantis nessa área. E no ano passado, a Prefeitura do Recife iniciou uma política de ensino de robótica na rede municipal.

Para a diretora do Case de Jaboatão, Viviane Sybalde, o projeto vai ajudar os internos a melhorar de vida quando ingressarem o mercado de trabalho. “Os adolescentes vão agregar valores aos seus currículos e terão, consequentemente, mais possibilidades de ingressar no mercado ao deixarem a unidade”.


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