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06/10/14

Robô NAO auxilia no tratamento crianças brasileiras com autismo

06 / out
Publicado por Letícia Saturnino em CIÊNCIA às 12:17

Crianças brincam com a nova geração do robô NAO. (Foto: Divulgação/Gaia).
Crianças brincam com a nova geração do robô NAO. (Foto: Divulgação/Gaia).

Pela primeira vez no Brasil, pessoas com autismo tiveram contato com um robô capaz de auxiliá-las no tratamento. A iniciativa contou com dois adultos e quatro crianças atendidos pela ONG Gaia (Grupo de Apoio ao Indivíduo com Autismo) em São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

De tecnologia francesa, o NAO tem 57 centímetros de altura. É composto por duas câmeras, quatro microfones, dois alto-falantes e sensores espalhados pelo corpo revestido de material plástico. É considerado um dos robôs mais avançados, capaz de reconhecer comandos de voz, gestos e toques.

O que parece ser um brinquedo pode ajudar a melhorar a interação de pessoas com autismo e, assim, dar mais qualidade de vida a elas. A equipe da ONG se emocionou com a experiência. Quando o robô começou o gingado de capoeira, um dos pacientes levantou e imitou o movimento. “Isso é uma revolução”, diz a psicóloga Ana Maria de Andrade.

O NAO é um dos robôs mais avançados do mundo. (Foto: Divulgação).
O NAO é um dos robôs mais avançados do mundo. (Foto: Divulgação).

Segundo a terapeuta ocupacional Juliana Janei, uma das características do autismo é o isolamento social. “A interação entre os meninos é mínima, dado o grau de severidade. O que vemos neste primeiro contato é que, além da interação, o Daniel (paciente da ONG) gostou da companhia.” O garoto, de 17 anos, tocava o robô para continuar a ouvir música.

Estudantes de robótica de um colégio de São José dos Campos que acompanharam a experiência já fazem planos para usar o robô no auxílio de pessoas com autismo. Eles devem iniciar, nos próximos dias, os trabalhos de programação específica para atender às necessidades dos pacientes. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), há mais de 2 milhões de autistas no Brasil e 70 milhões no mundo. [Do Estadão Conteúdo]


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