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O resgate das belezas de São José da Coroa Grande

09 / mar
Publicado por Leonardo Vasconcelos às 12:35

Foto: Divulgação / Prefeitura de São José da Coroa Grande

Ela reinou soberana na Litoral Sul de Pernambuco em outras décadas e agora quer recuperar o trono. Afinal, como dizem, quem foi rei nunca perde a majestade e orgulhosamente carrega sua coroa até no próprio nome. E não é pequena. A cidade de São José da Coroa Grande, distante 120 quilômetros da capital, é a última do Estado, depois de Tamandaré, já na fronteira com Maragogi, em Alagoas. Hoje, ela tenta voltar a concorrer com as vizinhas e evidenciar o sangue azul da realeza, do mesmo tom do mar cintilante que outrora a fez bastante famosa. Por ironia, o município foi o primeiro pernambucano a ser atingido pelas manchas de óleo que atingiram o Nordeste, em outubro do ano passado. Mas também foi onde se viu primeiro a lição da união do poder público e moradores capaz de limpar qualquer sujeira na areia ou na imagem do lugar.

 

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A coroa da rainha São José da Coroa Grande vem exatamente das águas. Os bancos de areia que emergem nas marés baixas em formato de grandes coroas é que deram o nome à cidade. E fama também. As piscinas naturais do município são tão lindas quanto às da badalada Maragogi ao lado, inclusive muito mais próximas da costa do que a vizinha (a apenas um quilômetro). Na areia da praia, o mar sempre calmo, sem ondas, é realmente convidativo. Difícil resistir. Seja para um tranquilo mergulho ou atividades como caiaque e Stand-Up Paddle (SUP). Mas a melhor forma de conhecer e aproveitar todo o litoral da cidade é mesmo com os conhecidos catamarãs do local.

 

 

 

Existem cinco destas embarcações na cidade e o #BlogMochileo embarcou no Amazônia Azul com capacidade para 55 pessoas. Os catamarãs fazem passeios o dia inteiro em pelo menos três roteiros diferentes. Um deles é o Roteiro das Águas que vai até o distrito de Várzea do Una. O grande atrativo do passeio de três horas e meia é o encontro do mar com o Rio Una, que nasce no município de Capoeiras, no Agreste de Pernambuco, e percorre mais de 250 quilômetros até lá.

 

 

 

O percurso é pela Área de Proteção Ambiental da Costa dos Corais, criada em 1997, a maior unidade de conservação federal marinha do Brasil, onde o Instituto Lobos do Mar faz um importante trabalho de conscientização e preservação do local. Uma ação ainda relevante depois da tragédia do óleo.

 

 

 

O trajeto passa pela linda e quase deserta Praia de Gravatá e conta com uma parada na Ilha da Fantasia, onde os turistas podem escolher tomar banho de rio de um lado ou mar do outro. O Roteiro dos Manguezais, de quatro horas de duração, faz basicamente o mesmo percurso, mas segue adiante até a Fazenda Pedra Grande, onde se visita uma área de mangue, a Capela de São Francisco e um grande mirante em uma formação rochosa com vista privilegiada para a região, que também é utilizada para a prática do rapel (veja na próxima matéria do #blogmochileo).

 

 

Mas, sem dúvida, o principal roteiro dos catamarãs é mesmo o que tem como destino as piscinas naturais. Ele é o mais curto, dura cerca de duas horas, mas em compensação o mais duradouro na lembrança. Geralmente é feito à tarde e termina com um crepúsculo, acompanhando de fundo musical. O trajeto até os corais é bem rápido, cerca de vinte minutos, depois os turistas ficam aproximadamente uma hora livres, relaxando nas piscinas ou fazendo atividades como caiaque, SUP ou mergulho com snorkel. Vale qualquer coisa para curtir as belezas dentro e fora da água do local. Na hora de voltar pra embarcação, o encanto não acaba. Ele permanece no trajeto de volta pra praia com o brilho alaranjado do entardecer refletido na água. A poesia da paisagem fica completa com o saxofonista à bordo que traduz em som a emoção do momento. A rainha São José da Coroa Grande precisa mesmo ser resgatada.

 

Foto: Leonardo Vasconcelos / @BlogMochileo

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