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Uma aula em forma de trilha no Refúgio Ecológico Charles Darwin

04 / nov
Publicado por Leonardo Vasconcelos às 7:43

Refúgio Ecológico Charles Darwin

 

Em Igarassu é possível fazer uma trilha que é uma verdadeira aula sobre a natureza em uma área de 60 hectares de mata atlântica. O local é o Refúgio Ecológico Charles Darwin (RECD), uma reserva particular sem fins lucrativos, criada na década de 1950 e que desde o final da de 1980 passou a funcionar sistematicamente como área de pesquisa científica e educação ambiental.

 

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O passeio é em uma região onde a fauna e a flora exuberantes e preservadas têm muito a nos ensinar. Não à toa o espaço é bastante procurado por grupos de escolas, universidades ou simplesmente interessados na conservação da mata atlântica e na observação das espécies nativas.

 

 

As visitas são agendadas e feitas com um acompanhamento de um guia. A trilha na mata é bem pequena com pouco mais de 300 metros e a duração do passeio varia geralmente de uma a três horas. Assunto, pode crer, não falta. Com uma “sala de aula” tão rica e grande o aprendizado é igualmente vasto e valioso.

 

 

 

 

“Temos aqui na reserva mais de 50 espécies de mamíferos e mais de 100 espécies de aves. Nós nos preocupamos em mostrar essa riqueza de forma pedagógica para que as pessoas possam entender como funciona a natureza e a importância dela. Assim no futuro teremos mais pessoas para defender essa mata que tanto sofre e é ameaçada de extinção”, explicou o guia e biólogo Roberto Magalhões.

 

 

A trilha acaba na frente da sede do refúgio, onde ocorre um dos momentos mais aguardados pela garotada – e adultos também. É no final do passeio que o guia apresenta alguns dos animais que não puderam ser vistos ao longo do percurso. “Apresentamos o Tatu-Peba, que é um exímio cavador, e o Bicho-Preguiça, que é importante na poda das plantas. Um dos animais que mais chamam a atenção é o Ouriço-Cacheiro, também chamado de Porco-Espinho, com seus pelos modificados para a sua proteção”, contou Roberto.

 

 

Os bichos são trazidos para os visitantes observarem e até tocarem ou segurarem. Depende da curiosidade e coragem de cada um. No dia da visita, uma das mais destemidas foi Bianca Vittorazzo, de 20 anos, formada em Recursos Humanos. “Fiquei impressionada com os tipos de animais que eles têm, principalmente o porco-espinho e a cobra também. Fiquei com um pouco de medo no início, mas depois consegui até colocar ela no pescoço. Foi bem legal uma experiência que eu nunca vou esquecer”, disse Bianca.

 

 

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