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Passeio de bicicleta pela história de Igarassu

28 / out
Publicado por Leonardo Vasconcelos às 7:30

Igarassu

 

Que tal conhecer as belezas escondidas de Igarassu sob duas rodas? Muita gente da cidade e de outras próximas não resistem a esse convite. De pronto dizem sim, sobem nas bicicletas e vão desbravar os cenários mais distantes e surpreendentes do município. Existem pelo menos três grandes grupos de trilhas de bike na cidade que reúnem no total cerca de 200 pessoas para periodicamente se aventurar e, de quebra, turistar pedalando.

 

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“Igarassu conta com diversas trilhas de todos os níveis de dificuldade, do mais severo ao mais leve. Então não faltam opções para quem gosta de pedalar e quer conhecer melhor a cidade que vivemos. É um barato e o visual que você encontra vale muito a pena, é uma beleza pura!”, afirmou um dos organizadores e mais experiente do grupo, Deorge Oliveira, com seus impressionantes 77 anos de vida e energia.

 

 

O #blogmochileo topou o desafio então de fazer uma trilha com o pessoal. De média dificuldade, claro. O local escolhido foi o distrito de Nova Cruz, onde existem pelo menos oito opções de trilha. A escolhida tem cerca de 12 quilômetros de extensão. Ela teve início perto do rio, ao lado da Capela de Nossa Senhora das Dores em ruas calçadas, mas logo a parte de terra chegou e com ela mais adrenalina. Subidas, descidas e vento na cara. O caminho foi ficando cada vez mais estreito no meio da mata.

 

 

Apesar do esforço moderado, o passeio é mais revitalizante do que desgastante. As paisagens e a sensação de liberdade junto à natureza compensam. Sem contar que são feitas várias paradas para descansar e registrar os cenários. A primeira foi no mirante perto da Fazenda Zumbi Safari, depois em um casarão abandonado e no final na antiga igreja da Fazenda Congaçari, no povoado de Cuieiras.

 

 

No grupo existiam pessoas que estavam fazendo trilhas de bike pela primeira vez, como foi o caso de Patrícia Elaine Cavalcanti, formada em Relações Públicas, de 39 anos. “Sou atleta, adoro esportes, sobretudo o vôlei, mas nunca tinha feito trilhas pedalando e achei o máximo. Foi fantástico conhecer um pouco das belezas e da própria história da cidade ao longo do trajeto, com um contato direto com a natureza”, afirmou.

 

 

O maior exemplo pra essa turma vem mesmo de seu Deorge, de 77 anos, que cumpriu todo o percurso com uma saúde invejável. “Na minha infância tive poliomielite, passei mais de dois anos paralítico, até que eu ganhei um velocípede, que foi minha fisioterapia, e consegui me desenvolver. Hoje em dia o pedal é minha grande paixão. Já fiz pedaladas de 170 km em um dia. Um prazer imenso porque a bicicleta te faz conhecer novos lugares e garante uma vida saudável”, finalizou Deorge, que só desmontou dela para dar entrevista.

 

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