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Desbravar os rios de Igarassu a bordo de um caiaque

21 / out
Publicado por Leonardo Vasconcelos às 8:10

Caiaque

 

Há muitas formas de desbravar os rios da região: lancha, catamarã, jet ski, stand up paddle e…caiaque. Entre tantas opções, muita gente escolhe a última. Para entender as razões também optamos por embarcar nesse esporte e fazer um passeio pelo entorno de Igarassu com mais contato e interação com a natureza. O local escolhido foi o Canal de Santa Cruz, que separa o município da ilha de Itamaracá e na confluência com o Rio Timbó encontra-se com a ilhota da Coroa do Avião.

 

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O lugar é um marco importante para a cidade pois testemunhou a chegada do navegador português Duarte Coelho em 1535 para tomar posse da Capitania de Pernambuco. Além do valor histórico, o canal oferece um ótimo visual. O ponto de partida foi um dos vários píers espalhados ao longo do canal. Embarcamos em um caiaque duplo junto com o organizador do grupo, Sérgio Hazin, de 60 anos, que foi o guia do passeio.

 

 

“O caiaque fascina qualquer um. Na infância acho que quase todo mundo já teve algum contato com ele como brincadeira. Me reencontrei com ele já com a idade avançada há cinco anos e daí não larguei mais. Me apaixonei tanto que hoje eu vivo disso, pois passei a fabricar caiaques”, disse Sérgio.

 

 

Com o experiente comandante à frente, o grupo de cerca de 10 pessoas foi cortando as águas do Canal de Santa Cruz. Até quem nunca experimentou remadas aprende facilmente, pois os movimentos são bem intuitivos e práticos. Contra a correnteza, de fato, dá um pouco mais de trabalho, mas com técnica tudo fica bem mais simples. Quando a Coroa do Avião já começa a ser vista no fundo de canal é hora de ir até as margens explorar os manguezais. Ao adentrar nele, a sensação é de estar em um mundo novo, onde se pode passar bem ao lado da vegetação e caranguejos, quase tocando neles.

 

 

O professor universitário de Educação Física, Agostinho da Silva Rosas, de 59 anos, conheceu esse universo recentemente. “Igarassu é uma feliz descoberta. Remando aqui, nós passamos por edificações antigas dos tempos da colonização e também por mangues muito ricos”, afirmou Agostinho.

 

 

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