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15/04/21

Mais da metade dos brasileiros afirma que saúde mental piorou desde o início da pandemia

15 / abr
Publicado por jamildo em Notícias às 13:00

Além de um comprometimento grave na saúde física, a pandemia do novo coronavírus, que irrompeu há pouco mais de um ano no Brasil, tem causado estragos no bem-estar emocional de milhões de brasileiros.

O estudo One Year of Covid-19, realizado pela Ipsos para o Fórum Econômico Mundial com 30 países, apontou que 53% das pessoas entrevistadas no Brasil acreditam que sua saúde mental mudou para pior desde o início da crise de Covid-19.

O número de respondentes que afirma ter tido uma melhoria na saúde mental é de 14%, e 34% não notaram qualquer diferença neste quesito.

Os índices brasileiros colocam a nação em quinto lugar, de 30, entre as que mais têm sentido as consequências da pandemia em seu bem-estar emocional.

Os três países onde os entrevistados mais pioraram em decorrência da situação sanitária global foram Turquia (61%), Hungria (56%) e Chile (56%).

Por outro lado, o novo coronavírus teve impacto menor na saúde mental dos chineses (20%), indianos (27%) e australianos (32%).

Considerando as respostas de todos os entrevistados da pesquisa global, 45% declararam que a saúde mental piorou desde o início da pandemia, 16% acham que melhorou e 39% creem que continua igual.

Ano novo, velhos problemas

A chegada de um novo ano pouco abrandou a opinião brasileira de que seu bem-estar emocional está em xeque.

No país, um terço dos respondentes afirma que sua saúde mental piorou desde o início de 2021.

Enquanto isso, 47% declaram que não há diferença e 20% acreditam que tenha melhorado.

O Brasil é a 7ª nação, entre 30, cujos entrevistados mais notaram declínio na saúde mental desde o começo do ano.

Na média global, 27% acreditam que sua saúde mental tenha piorado desde o início de 2021, 51% acham que está igual e 23% dizem que houve uma melhoria.

A pesquisa on-line foi realizada com 21.011 entrevistados – sendo mil brasileiros –, com idades entre 16 e 74 anos, em 30 países. Os dados foram colhidos de 19 de fevereiro a 5 de março de 2021 e a margem de erro para o Brasil é de 3,5 pontos percentuais.


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