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21/12/20
Foto: Filipe Jordão/JC Imagem
Foto: Filipe Jordão/JC Imagem

Empresas de ônibus classificam greve dos rodoviários como ‘ilegal’ e dizem que paralisação ‘penaliza população’ na pandemia

21 / dez
Publicado por José Matheus Santos em Notícias às 10:50

Os empresários do setor de ônibus classificaram, nesta segunda-feira (21), a greve dos rodoviários, marcada para a partir desta terça-feira (22), por tempo indeterminado no transporte público do Grande Recife, como “ilegal”.

A paralisação deverá começar a partir da 0h desta terça-feira (22).

O motivo da greve é, segundo os rodoviários, “o descumprimento do acordo firmado junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-6)”. A categoria pede, entre outros itens, o fim da dupla função para motoristas, que têm de dirigir e passar troco, nos ônibus da Região Metropolitana do Recife. Além disso, motoristas e cobradores pede reajuste do ticket-alimentação e pagamento do retroativo a partir de julho no salário e no ticket.

A Urbana-PE, representante da classe patronal, disse, em nota, “que tomará todas as medidas cabíveis para evitar os transtornos de mais uma paralisação ilegal e injustificada do serviço – a 15ª apenas em 2020 – promovida pelo Sindicato dos Rodoviários”.

“Informamos que o Grande Recife Consórcio de Transporte determinou que, em caso de greve, deverão ser mantidos os percentuais de 70% da frota em operação nos horários de pico, das 05h às 09h, e das 16h às 20h”, afirma a Urbana.

Na sexta-feira (18), o Grande Recife Consórcio de Transporte suspendeu a portaria que vedava o acúmulo de funções de motorista e cobrador nos ônibus. As empresas de ônibus dizem que “a medida deixa ainda mais evidente que a greve prevista para amanhã é ilegal e injustificada, uma vez que a principal exigência do Sindicato dos Rodoviários é a aplicação da referida portaria”.

Além disso, desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) classificou a lei sancionada pelo município do Recife como inconstitucional. A legislação, aprovada pela Câmara de Vereadores e sancionada pelo prefeito Geraldo Julio (PSB), previa a proibição da dupla função nos limites da cidade.

“Reforçamos que, assim como a portaria, também está suspensa a Lei Municipal 18.761/2020 que a motivou, em decorrência de uma decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco e do entendimento da Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco de que a lei é inconstitucional e não se aplica ao sistema metropolitano de transporte”, diz a Urbana-PE.

“Reafirmamos que a Urbana-PE e as suas associadas estão cumprindo integralmente o acordo referente ao dissídio coletivo da categoria. A população e a economia locais não podem continuar sendo penalizadas, especialmente no contexto complexo em que nos encontramos, em plena crise sanitária e às vésperas das festividades de final de ano”, finalizam as empresas.


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