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26/11/20
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Citando aliança no Recife, Cid Gomes pede ao PT que não lance candidato ao Planalto em 2022

26 / nov
Publicado por jamildo em Notícias às 23:07

O senador Cid Gomes (PDT-CE) declarou em entrevista ao Congresso em Foco que PDT e PT vão continuar em campos diferentes na eleição presidencial de 2022, mesmo com o recente encontro entre o ex-governador Ciro Gomes e o ex-presidente Lula.

De acordo com ele, o PT não devia lançar candidatura a presidente porque “tem hoje um antagonismo muito forte no Brasil”.

“Para mim, é muito claro que o PT tem hoje um antagonismo muito forte no Brasil e devia seguir o exemplo da Argentina. É hora de dar um passo para trás para que pelo menos se tenha um governo no campo progressista. Se eles tiverem essa posição de serem os protagonistas, vão sofrer de novo”, disse o senador, que é irmão de Ciro, que pretende disputar em 2022 sua quarta eleição presidencial.

Em 2019, a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner desistiu de disputar a presidência para ser vice de Alberto Fernandéz. A chapa foi vitoriosa e impediu a reeleição de Maurício Macri, uma das principais lideranças da direita argentina.

Cid afirmou que o PDT tem o objetivo de construir uma “frente progressista” em 2022.

O aliado preferencial é o PSB, que fez alianças com os partidos de Cid e Ciro em várias capitais na eleição de 2020.

Cid Gomes acredita que a disputa em Recife (PE), onde Marília Arraes (PT) enfrenta João Campos (PSB), vai servir para acelerar um desgaste entre PT e PSB em nível nacional.

PDT e PSB fizeram vária alianças nas eleições municipais, acha que isso vai se repetir em 2022?

“O PSB será sempre um aliado preferencial nosso. Foram ações do PT que acabaram tirando o PSB de uma aliança com o PDT [em 2018]. Essas relações do PSB com o PT só se agravaram de 2018 para cá, só se gastaram. Veja Recife. A capital mais importante para o PSB, não tenho dúvida que é o Recife, e lá o PT tem um projeto antagônico ao PSB e nós estamos do lado do PSB. Tem que ter estratégia, no Ceará por exemplo, não somos hegemônicos a despeito de muita gente falar isso, nós governamos por aliança, hoje o governador é do PT, não é do PDT, fruto de uma aliança, o PDT abriu mão da cabeça de chapa para o PT. Esse é um estilo que nós defendemos para o Brasil, não pode ter um partido só, não pode ter um partido só, tem que governar pluripartidariaente” diz o político.

Em 2018, por uma ação do PT, o PSB ficou neutro e não fez parte da coligação de Ciro Gomes.

Cid também comentou sobre uma aliança com o DEM e disse que Ciro busca o apoio do partido em 2022.

O diálogo é feito principalmente por meio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do presidente do partido, ACM Neto, que também é prefeito de Salvador (BA).

ACM Neto conseguiu eleger o aliado Bruno Reis (DEM) como sucessor na capital baiana. A vice de Reis, Ana Paula Matos, é do PDT.


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