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15/09/20
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

Contrários à volta das aulas, professores do Recife protestam na Agamenon Magalhães nesta terça

15 / set
Publicado por jamildo em Notícias às 15:10

Na tarde desta terça-feira (15), o Sindicato dos Professores da Rede Municipal (SIMPERE) realizará uma carreata contra a volta às aulas presenciais e o que classificam como exploração dos professores no atual regime de aulas remotas.

O encontro acontece na Avenida Agamenon Magalhães, em frente ao Classic Hall.

A decisão de realizar a carreata foi tomada coletivamente na assembleia virtual desta segunda-feira (14), que reuniu mais de quinhentos professores.

“Geraldo Julio está impondo autoritariamente um calendário de reposição de aulas, forçando tempos excessivos de interação virtual nocivos à saúde física e mental dos educadores, com reposição em fins de semana e feriados, e fazendo os professores tirarem de seu próprio salário os equipamentos necessários para as atividades. Não houve diálogo algum com a categoria ou à nossa entidade de classe sobre o processo de reposição”, reclamam.

“É preciso evidenciar que a maioria da categoria é composta por mulheres que cuidam dos filhos e da casa por imposição social, e que seguem enfrentando esse momento sem precedentes de pandemia, com milhares de mortos e uma curva que ainda mostra pontos ascendentes de novos casos e óbitos.”, dizem.

“AULAS PRESENCIAIS SÓ COM VACINA”

Na divulgação do evento, eles reclamam que o “autoritarismo da PCR” prejudica também os alunos.

“As unidades escolares da rede do Recife estão em situação deplorável, impossível para um retorno presencial apenas com protocolos de segurança. Desde muito antes da pandemia o SIMPERE já denunciava as salas de aula superlotadas, sem ventilação adequada, banheiros com torneiras quebradas, falta de água e de sabão”, afirmam.

“Ao mesmo tempo, no regime remoto, os alunos/as precisam dispor de equipamentos, internet, espaço de estudos em casa, e adultos responsáveis para acompanhar, o que sabemos que é uma dificuldade para muitas famílias atendidas pela rede municipal. Muitos não têm sequer acesso a segurança sanitária, e agora têm o acesso à educação em risco. Um direito constitucional violado, que atinge a todos enquanto sociedade”, escrevem, em manifesto.


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