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30/07/20
Foto: Federico Parra/AFP
Foto: Federico Parra/AFP

BID fala sobre os impactos da pandemia na América Latina

30 / jul
Publicado por jamildo em Notícias às 17:30

Vivaldo José Breternitz, em artigo enviado ao blog

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) é uma organização internacional criada em 1959, com o propósito de financiar projetos de desenvolvimento econômico e social e promover a integração comercial entre os países da América Latina e do Caribe.

Por meio de seu presidente, o colombiano Luís Alberto Moreno, o BID diz que a América Latina verá suas taxas de pobreza aumentarem, devido ao aumento do desemprego e do endividamento dos países, decorrentes da pandemia.

O crescimento econômico da região já vinha se tornando mais lento nos últimos anos, e agora, o Banco prevê uma retração da economia da região entre 8% e 10%.

Há alguns meses, acreditava-se que esses números seriam válidos também para o Brasil, porém mais recentemente apareceram sinais de que a situação aqui deve ser um pouco menos pior: o Bradesco afirmou nesta semana que nosso PIB deve cair cerca de 4,5% em 2020 e crescer 3,5% em 2021.

O BID deve emprestar, nesse ano, aproximadamente 20 bilhões de dólares, dos quais 15 bilhões deverão ser destinados a governos para que melhorem os sistemas de saúde.

Apesar da maior retração estar na Venezuela, não deverão ser liberados recursos para este país, que tem débitos em aberto com o BID da ordem de US﹩ 700 milhões; as regras vigentes impedem que mais recursos sejam repassados a países inadimplentes.

A Venezuela está em recessão há pelo menos seis anos e embora não estejam disponíveis números oficiais, acredita-se que sua inflação anualizada seja da ordem de 3.500%, com 96% da população abaixo da linha de pobreza. Não há na história nenhum caso de país que tenha sido atingido por uma recessão tão longa e intensa sem ter passado por grandes guerras ou desastres naturais.

Para a Venezuela a esperança é de que seus problemas políticos sejam resolvidos e que, com o uso de suas vastas reservas de petróleo, a situação possa começar a ser revertida.

Para o Brasil, fica a lição que vem da Venezuela: a polarização é perigosa e o diálogo é a única solução.

Vivaldo José Breternitz é Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

 


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