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22/07/20
Júnior Matuto  durante a nomeação de um interventor para assumir o comando da PPP em 2019. Foto: Reprodução / Prefeitura de Paulista
Júnior Matuto durante a nomeação de um interventor para assumir o comando da PPP em 2019. Foto: Reprodução / Prefeitura de Paulista

Empresa responsável pela PPP do lixo de Paulista nega ter recebido R$ 21 milhões da Prefeitura

22 / jul
Publicado por Larissa Santana de Lira em Notícias às 17:50

A empresa I9 Paulista, que prestava serviços de coleta de lixo e limpeza urbana para a Prefeitura de Paulista, se pronunciou mais uma vez nesta quarta-feira (22) sobre as posíveis fraudes nas licitações que culminou a operação Chorume, nessa terça-feira (21), e levou o afastamento do ex-prefeito Júnior Matuto

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Em nota, a I9 informou que não recebeu “em nenhum momento R$ 21 milhões indevidamente do município de paulista” e expos que a prefeitura tinha uma dívida de mais de R$ 12 milhões com a empresa.  

Segundo a empresa, a parceria-público-privada de resíduos sólidos com a prefeitura foi firmada para solucionar problemas ambientais. Em nota, a empresa detalha todos os feitos durante a parceria como a aprovação de projetos de remediação do lixão de Mirueira, a construção de  uma instalação administrativa, além da criação de unidade de reciclagem, usina de separação e estação de tranferência de resíduos. 

“Todos os investimentos necessários foram realizados pela I9 Paulista com recursos privados de mais de R$35 milhões, exaustivamente comprovados, inclusive com acompanhamento do BNDES”, justifica a empresa. 

A PPP foi encerrada pela Prefeitura no mês de fevereiro de 2019 e, segundo a empresa, levou o município a um retrocesso ambiental. 

“Com a intervenção, a Prefeitura tomou posse de todo o Patrimônio da I9 Paulista operando de forma irregular e aumentando irresponsavelmente o endividamento da Empresa”, pontua em nota. A empresa ainda firmou que encontra-se pagando por todo passivo deixado pela intervenção. 

“O Contrato estabelecia um pagamento mensal de R$2.007.598,51 por mês, reajustado anualmente por índice setorial oficial. A Engenharia do TCE de Forma equivocada, no nosso humilde entendimento, emitiu relatório baixando o Valor mensal para R$1.640.952,83, o que ainda carece de decisão”, completa. 

A empresa entrou com recursos contra o relatório do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco. 


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