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16/06/20
Foto: Roberto Soares/Alepe
Foto: Roberto Soares/Alepe

Casa do ex-deputado Beto Accioly é alvo de operação da Polícia Federal que apura supostas irregularidades em licitações para coronavírus

16 / jun
Publicado por José Matheus Santos em Notícias às 12:08

A residência do ex-deputado estadual Beto Accioly (PP), pré-candidato a prefeito de Camaragibe, foi alvo de mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Casa de Papel, da Polícia Federal, na manhã desta terça-feira (16).

A reportagem entrou em contato com a assessoria de Beto Accioly, mas até o momento não obteve resposta.

A operação da PF foi deflagrada para investigar a contratação, sem licitação, da empresa AJS Comércio e Representação LTDA pelas Prefeituras de Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho para fornecimento de materiais médico-hospitalares para enfrentamento à pandemia de COVID-19.

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A Polícia Federal observou uma suposta vinculação da empresa AJS com um homem chamado Sebastião Figueiroa de Siqueira. Segundo a PF, haveria uma relação de Sebastião com pessoas ligadas ao ex-deputado Beto Accioly.

Operação

Não foram cumpridos mandados de prisão. Ao todo, 160 policiais federais cumprem 35 mandados de busca e apreensão que têm por objetivo investigar os crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, corrupção ativa e dispensa indevida de licitação.

“Verificou-se que a empresa contratada era de fachada, fora constituída em nome de laranjas e pertencia, em verdade, a um grupo econômico que já vinha sendo favorecido há quase uma década por contratações públicas milionárias, via de regra, envolvendo atividades de gráfica”, diz a Polícia Federal em nota.

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A investigação constatou que parte dos recursos públicos recebidos teria sido sacada em espécie ou então remetida para contas de “laranjas” ou de empresas fantasmas, onde seriam sacados em espécie e, geralmente, de maneira fracionada, para não chamar a atenção dos órgãos de controle.

Os investigadores suspeitam que o dinheiro vivo era utilizado para pagar propina a políticos envolvidos nas contratações.


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