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29/05/20
Humberto Costa (Foto: Filipe Jordão/JC Imagem)
Humberto Costa (Foto: Filipe Jordão/JC Imagem)

Operações no Rio de Janeiro e em Pernambuco geram suspeitas sobre interferência na PF, diz Humberto

29 / maio
Publicado por José Matheus Santos em Notícias às 8:09

O senador Humberto Costa (PT-PE) questionou o suposto vazamento de informações de operações da Polícia Federal contra gestores durante a pandemia de coronavírus.

Esta semana, duas operações foram realizadas pela PF para investigar supostas fraudes relacionadas a contratos emergenciais no Rio de Janeiro e em Pernambuco. Nos dois casos, os gestores fazem oposição ao governo Jair Bolsonaro: o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), e o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB). 

No caso do Recife, o prefeito do Recife não foi alvo direto da operação, já que as diligências foram feitas na sede da Prefeitura do Recife, na residência do secretário municipal de Saúde, Jaílson Correia, e em São Paulo.

“Estranho a rapidez e a forma que a Polícia Federal agiu nas duas ações e, mais ainda, as informações que o próprio Bolsonaro e seus aliados têm espalhado sobre as operações da PF. Por diversas vezes, o presidente Jair Bolsonaro demonstrou o desejo de fazer da Policia Federal um braço político do seu governo. Então, precisamos debater o possível uso político das operações”, afirmou Humberto.

Discurso

Nesta quinta, a pré-candidata do PT à Prefeitura do Recife, deputada federal Marília Arraes, disse que a ação da Polícia Federal “reforça a preocupação com a falta de transparência no uso de recursos públicos que deveriam estar usados para salvar vidas”.

Em seguida, a direção do PT no Recife, contrária à candidatura de Marília, criticou o posicionamento da deputada. O partido tratou como posicionamento pessoal de Marília Arraes e tratou a fala como meramente eleitoreira.

“Só fortalece um posicionamento Bolsonarista”, diz a nota, citando indiretamente o que o partido sofre desde a Lava Jato. “Vale relembrar a Marília, as acusações, nunca comprovadas, que integrantes do partido sofreram”.

Sem citar o nome da deputada Marília Arraes, Humberto Costa criticou eventual uso eleitoreiro da ação.

“Precisamos questionar a quem interessa fazer esse discurso. O próprio (ex-)presidente Lula foi vítima da politização de instituições que deveriam cumprir um papel isento. Jamais alguém que tenha apreço às práticas democráticas, que se alinhe ao discurso progressista, pode aplaudir esse tipo de atuação. Nenhum interesse eleitoral pode estar acima da defesa dos princípios básicos da democracia e da Constituição”, disse.


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