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22/05/20
Foto: Filipe Jordão/JC Imagem
Foto: Filipe Jordão/JC Imagem

Mendonça diz que cancelar respiradores é confissão de culpa e cobra de Geraldo Júlio solução para leitos de UTI

22 / maio
Publicado por jamildo em Notícias às 20:43

Depois da nota oficial da PCR informando que a pequena empresa de São Paulo havia desistido da venda de respiradores, na esteira da denúncia do MPCO, o ex-ministro Mendonça Filho afirmou que é muito sintomático o anúncio do cancelamento da compra de respiradores pulmonares pela Prefeitura do Recife, nesta sexta-feira, após denúncias de irregularidade na operação e o Ministério Público de Contas pedir auditoria especial para apurar esses contratos sob suspeita de peculato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e fraude.

“É uma clara confissão de culpa. Se o processo é regular como a Prefeitura alega, por que não continuar? Até porque, trata-se de um item de primeira necessidade e que já deveria estar salvar vidas. O prefeito Geraldo Júlio precisa explicar aos recifenses como ficam os leitos de UTI fechados por falta de respiradores”, afirmou, em nota oficial.

Mendonça Filho disse acreditar que “o prefeito Geraldo Júlio não pode fingir que nada aconteceu diante da gravidade da situação”.

“Nota de assessoria não resolve o problema dos mais de 200 leitos de UTI fechados por falta de equipamentos como respiradores. Muito menos, diminui a fila de pacientes com a covid_19 ou as mortes por falta de atendimento”, afirmou.

Mendonça afirmou ainda que já havia denunciado, nas suas redes sociais, a suspeita de irregularidades nas duas dispensas de licitação para comprar 500 respiradores pulmonares, por mais de R$ 11 milhões, a uma empresa veterinária, que tem como principal atividade o comércio varejista de animais vivos e de artigos para animais de estimação.

Nesta sexta-feira protocolou denúncias junto ao Ministério Público Federal, ao Ministério Público Estadual e a Controladoria Geral da União pedindo a fiscalização desses contratos.

Mendonça afirmou que a compra desses respiradores despertou estranheza pelo perfil da empresa – capital social muito pequeno de apenas R$ 50 mil, criada há sete meses e o comércio de produto veterinário como atividade principal – e “o gritante desencontro de informações nos sites da Prefeitura do Recife, como valores diferentes, contratos com páginas faltando”.

“A dispensa de licitação é para dar rapidez ao processo diante da pandemia e não para causar mais danos à população. “Comprar a maior parte desses equipamentos a uma loja pet de fundo de quintal, não é especializada e num processo nebuloso, aumentou ainda mais o sofrimento, colocando em risco a vida das pessoas que estão na fila aguardando atendimento”, criticou.


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