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06/04/20
Abraham Weintraub (Foto: Wilson Dias/ABr)
Abraham Weintraub (Foto: Wilson Dias/ABr)

Ministro da Educação ataca a China em rede social, e Embaixada chinesa repudia: ‘racista’

06 / abr
Publicado por José Matheus Santos em Notícias às 9:24

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, insinuou que a China poderia se beneficiar da crise provocada pelo novo coronavírus, em uma postagem publicada no Twitter. Posteriormente, o texto foi apagado. A Embaixada da China no Brasil repudiou a fala do ministro, também na rede social.

O texto de Abraham Weintraub imitava a fala do personagem Cebolinha, da Turma da Mônica, que troca a letra “R” pela “L” ao se pronunciar. O ministrou ironizou o fato de que alguns chineses, quando falam português, realizarem a mesma troca de letras.

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Em publicação, Weintraub disse que a China vai sair “relativamente fortalecida” da crise do coronavírus e que isso condiz com os planos de “dominar o mundo”.

“Geopolíticamente [sic], quem podeLá saiL foLtalecido, em teLmos Lelativos, dessa cLise mundial? PodeLia seL o Cebolinha? Quem são os aliados no BLasil do plano infalível do Cebolinha paLa dominaL o mundo? SeLia o Cascão ou há mais amiguinhos?”, escreveu Weintraub. A publicação foi acompanhada de uma capa de um gibi da Turma da Mônica que mostra os personagens na China.

Embaixada da China reage

Em resposta, nesta segunda-feira (6), a embaixada da China no Brasil afirmou que Weintraub fez declarações “absurdas”, “desprezíveis” e de “cunho racista”.

“Deliberadamente elaboradas, tais declarações são completamente absurdas e desprezíveis, que têm cunho fortemente racista e objetivos indizíveis, tendo causado influências negativas no desenvolvimento saudável das relações bilaterais China-Brasil”, disse a embaixada.

A diplomacia chinesa também afirmou que o ministro tenta “estigmatizar” a China “ao associar a origem da covid-19 [doença causada pelo coronavírus] ao país. O primeiro epicentro do coronavírus foi a cidade de Wuhan, na China.

“Atualmente, a pandemia da Covid-19 está se espalhando globalmente, trazendo um desafio que nenhum país consegue enfrentar sozinho”, continuou a embaixada. “A maior urgência neste momento é unir todos os países numa proativa cooperação internacional para acabar com a pandemia com a maior brevidade”, acrescentou.

“Instamos que alguns indivíduos do Brasil corrijam imediatamente os seus erros cometidos e parem com acusações infundadas contra a China”, concluíram os chineses.

A China é o principal parceiro comercial do Brasil. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o comércio bilateral entre os dois países movimentou 98 bilhões de dólares em 2019.


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